Justiça anula leilão de imóveis arrematados por Lobão no Rio

O pregão em questão é alvo de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a suspeita de favorecimento de parentes e amigos de juízes com a administração de massas falidas lucrativas

Justiça anula leilão de imóveis arrematados por Lobão no Rio
Justiça anula leilão de imóveis arrematados por Lobão no Rio (Foto: ANTONIO CRUZ/ABR)

247 - A Justiça anulou o arremate de dois apartamentos em Ipanema, em 2010, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O leilão em questão é alvo de investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a suspeita de favorecimento de parentes e amigos de juízes com a administração de massas falidas lucrativas.

Os apartamentos foram levados a leilão por decisão do então juiz Mauro Pereira Martins, na época titular da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, após pedido da administração da massa falida da Central de Telefones Compra e Venda de Linhas Telefônicas, de Nova Iguaçu. O advogado da massa, Adriano Pinto Machado, é cunhado de Martins.

Ao anular ontem a decisão, a juíza Márcia Cunha alegou que o leiloeiro desrespeitou uma ordem judicial para suspender o pregão e não deu a devida publicidade ao ato (o anúncio limitou-se ao site do leiloeiro).

Lobão, o filho Márcio e com o desembargador Marcelo Buhatem pagaram R$ 740 mil (lance mínimo de R$ 900 mil) por um apartamento de três dormitórios. Pelo 102, Lobão desembolsou R$ 450 mil (lance mínimo de R$ 600 mil). Um terceiro terceiro imóvel foi arrematado por R$ 331 mil (mínimo de R$ 400 mil) pelo advogado Kleber Araújo Lima, especialista em avaliação de imóveis.

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