247 – A Polícia Federal (PF) solicitou a quebra do sigilo telemático para obter dados, documentos e comunicações mantidas por Jair Renan Bolsonaro, filho “04” de Jair Bolsonaro, no âmbito do inquérito que apura se ele incorreu no crime de tráfico de influência. De acordo com o jornal O Globo, o pedido da PF, contudo, foi rejeitado em novembro do ano passado pelo juiz Ricardo Leite, substituto da 10ª Vara Federal do Distrito Federal.
Jair Renan é investigado pela suspeita de ter recebido doações e repasses de empresários em troca da abertura das portas do governo federal para que eles pudessem firmar contratos com a administração pública. Os recursos obtidos pelo filho mais novo do atual ocupante do Palácio do Planalto por meio desta intermediação teriam sido utilizados na montagem de uma sala comercial que o jovem mantém em Brasília.
O inquérito conduzido pela PF já apontou indícios de que a arquiteta Tânia Fernandes, responsável pela reforma do escritório de Jair Renan em Brasília e por desenvolver um projeto de parceiros comerciais do “04” no Espírito Santo, pediu que o jovem ajudasse um empresário a ser recebido por Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.
Jair Renan nega ter atuado para na intermediação de negócios ou no favorecimento de empresários junto ao governo federal.
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