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Kassab defende candidatura de centro para 2022, mas diz que bloco político 'ainda não tem um nome'

“Entendo que existe espaço para uma candidatura de centro. Mas acredito que ainda não haja esse nome. Nós temos muito tempo ainda”, disse o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sobre as eleições de 2022

Gilberto Kassab (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avalia que os partidos de centro ainda não encontraram um nome capaz de disputar a eleição presidencial de 2022. “Entendo que existe espaço para uma candidatura de centro. Mas acredito que ainda não haja esse nome. Nós temos muito tempo ainda”, disse Kassab ao jornal O Globo

Segundo ele, apesar da aparente polarização entre Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que recuperou os direitos políticos após o Supremo Tribunal Federal condenar o ex-juiz Sergio Moro por parcialidade – uma candidatura de centro pode se aproveitar da rejeição de ambos por parte do eleitorado. “Hoje há números expressivos de uma pré-candidatura do Lula ou do Bolsonaro, mas têm rejeição alta”, disse. 

Kassab afirmou, ainda, que o PSD deverá ter candidatura própria e que a legenda não deverá participar de uma coligação pela reeleição de Jair Bolsonaro. “A palavra “descartar” não é adequada para não ser agressivo. O PSD vai ter candidatura própria. Eu acho um absurdo partidos não darem prioridade sempre à candidatura própria. Não tem sentido você existir para permanentemente fazer aliança. Para quê existir o partido, se você a todo momento vai se aliar a outro?”, questionou. 

Kassab também avalia que os gestores que tenham cometido erros no combate à pandemia de Covid-19 enfrentarão dificuldades nas próximas eleições. 

“Para a maior parte das pessoas que habitam o planeta, se você oferecer um carro ou uma vacina, elas preferem a vacina. Essa é a importância que tem para as pessoas o enfrentamento dessa pandemia. Acredito que, nas eleições, os que acertaram vão tirar proveito disso. Não tenho dúvida de que o presidente Trump, nos Estados Unidos, perdeu as eleições principalmente por conta de seu comportamento na pandemia. O eleitor deu o troco. Então, no Brasil, aqueles que erraram por convicção ou por vaidade vão ter dificuldades de conquistar o voto do eleitor”, disse.