Kennedy: Bolsonaro cria crises internacionais e faz escolha ruim para o Itamaraty
Para o jornalista Kennedy Alencar, a escolha de Ernesto Araújo para o comando do Ministério das Relações Exteriores feita pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi a 'pior' dentre as opções internas disponíveis; o futuro chanceler nunca ocupou um posto diplomático relevante e 'é considerado "júnior" para a tarefa que assumirá', ressalta; 'Uma área tão delicada não pode ser tratada com tamanho amadorismo. O governo Bolsonaro nem começou, mas já criou arestas com Argentina, China, países árabes, Noruega e Cuba', observa
247 - "Foi muito negativa a reação interna no Itamaraty à escolha de Ernesto Araújo para o comando do Ministério das Relações Exteriores no governo Bolsonaro. Levando em conta as opções internas que tinha, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, ficou com a pior", destaca o jornalista Kennedy Alencar.
Para ele, além da sintonia com Bolsonaro em torno da defesa do "alinhamento automático com os Estados Unidos", pelo qual "já escreveu em artigo para revista diplomática que "somente Trump pode ainda salvar o Ocidente"", o futuro chanceler nunca ocupou um posto diplomático relevante e "é considerado "júnior" para a tarefa que assumirá".
"Segundo seus escritos, o futuro ministro mistura "geopolítica" com "teopolítica". Acredita que o mundo ocidental está ameaçado pelo domínio do que chama de "marxismo cultural globalista", pensamento que diluiria "gênero" e "sentimento nacional". Parece má filosofia ou má teoria política. Uma área tão delicada não pode ser tratada com tamanho amadorismo. O governo Bolsonaro nem começou, mas já criou arestas com Argentina, China, países árabes, Noruega e Cuba", diz.
Leia a íntegra no Blog do Kennedy.
