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Kim Kataguiri: “Nunca fomos aliados de Cunha”

"Ao contrário do que os veículos de imprensa brasileiros vêm divulgando, nós nunca fomos "aliados" de Cunha. Nós nunca o defendemos, tanto que hoje estamos pedindo o afastamento dele por causa das contas na Suíça. Se o Lula fosse o presidente da Câmara, teríamos protocolado com o Lula", disse o líder do Movimento Brasil Livre (MBL), em entrevista à DW; na foto, Kim posa ao lado do presidente da Câmara durante a entrega do pedido de impeachment contra a presidente Dilma

"Ao contrário do que os veículos de imprensa brasileiros vêm divulgando, nós nunca fomos "aliados" de Cunha. Nós nunca o defendemos, tanto que hoje estamos pedindo o afastamento dele por causa das contas na Suíça. Se o Lula fosse o presidente da Câmara, teríamos protocolado com o Lula", disse o líder do Movimento Brasil Livre (MBL), em entrevista à DW; na foto, Kim posa ao lado do presidente da Câmara durante a entrega do pedido de impeachment contra a presidente Dilma (Foto: Gisele Federicce)

247 - Líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri disse em entrevista publicada nesta terça-feira 10 "nunca" ter sido aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agora envolvido em uma série de denúncias de corrupção.

"Sempre mantivemos uma relação institucional com ele. O primeiro encontro com ele ocorreu quando protocolamos o pedido de impeachment, em maio. Nossa relação sempre foi de cobrança, para saber se ele ia deferir ou indeferir", disse Kim à DW.

"Ao contrário do que os veículos de imprensa brasileiros vêm divulgando, nós nunca fomos "aliados" de Cunha. Nós nunca o defendemos, tanto que hoje estamos pedindo o afastamento dele por causa das contas na Suíça. Se o Lula fosse o presidente da Câmara, teríamos protocolado com o Lula. O presidente da Câmara é o único que pode receber os pedidos", acrescentou.

Em maio deste ano, manifestantes realizaram uma marcha até Brasília, onde entregaram a Cunha um pedido de impeachment e tiraram fotos - inclusive Kim - ao lado do presidente da Câmara. Em manifestações que pediram a saída da presidente Dilma Rousseff, os líderes de movimentos oposicionistas, como o MBL, sempre deixaram Cunha fora dos alvos.

Em agosto, Fábio Ostermann, um dos líderes do MBL, explicou à BBC por que a manifestação não miraria o presidente da Câmara, apesar de ele também ser acusado de corrupção: "O que nós concordamos com o Vem para Rua e o Revoltados Online é que o mote geral da manifestação deve ser realmente o 'Fora Dilma'". Segundo ele, "misturar as pautas" interessa ao PT, que tenta transformar Cunha num "bode expiatório".