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Brasil

Laranja da Delta recebeu R$ 9,2 milhões em Goiás

Movimentação foi realizada entre 2008 e 2010, revelam novos documentos enviados à CPI do Cachoeira; GM Comércio de Pneus é empresa de fachada e 'pertence' ao policial aposentado Alcino de Souza, que recebia R$ 1,5 mil/mês para repassar o dinheiro ao empresário Fábio Passaglia

Laranja da Delta recebeu R$ 9,2 milhões em Goiás (Foto: Edição/247)
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Goiás247 - A CPMI do Cachoeira está de pose de novas informações que revelam a existência de uma empresa de fachada usada pela construtora Delta que recebeu, entre 2008 e 2010, R$ 9,2 milhões. As informações são da revista Veja.

A GM Comércio de Pneus, com sede em Goiânia, só existe no papel. As informações em poder da Comissão Parlamentar de Inquérito também revelam que de 2008 a 2010 saíram das contas da GM R$13,9 milhões.

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No mês passado, Veja revelou como a companhia obteve da Delta, ligada ao contraventor Carlinhos Cachoeira, mais de R$ 6 milhões entre novembro de 2009 e maio de 2010.

A GM pertence ao policial civil aposentado Alcino de Souza. Ele disse à revista receber R$ 1.500 por mês para manter em seu nome a empresa laranja: sacava os valores em nome da empresa, colocava o dinheiro em malas e entregava para o empresário Fábio Passaglia.

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Convocado para depor como testemunha na CPI da Assembleia Legislativa de Goiás, Passaglia obteve hoje habeas corpus preventivo, em caráter liminar, concedido pelo desembargador Ney Teles de Paula, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

Ex-diretor de Compras e Licitações da Prefeitura de Goiânia, Fábio Passaglia teria influenciado estes procedimentos para beneficiar a Delta. Ele ligado aos ex-governadores Iris Rezende e Maguito Vilela, as duas maiores lideranças do PMDB em Goiás.

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Fabio Passaglia também é dono da Terra Pneus e Lubrificantes, uma pequena loja em Goiânia. A movimentação financeira da companhia chama a atenção: entre 2007 e 2010, a companhia recebeu R$ 25 milhões e gastou R$ 30 milhões – a maior parte desses valores apareceu de forma misteriosa nas contas da empresa, já que a receita bruta da Terra no período foi de mais de 12 milhões de reais.

As informações repassadas pela Receita Federal à CPMI do Cachoeira são resultado de um pedido de quebra do sigilo fiscal da empresa, solicitado pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR). Os dados reforçam a suspeita de que a GM e a Terra eram algumas das dezenas de companhias usadas pela Delta para esconder o destino de parte dos recursos arrecadados pela construtora.

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