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Latuff: ‘existe um esforço para calar vozes que discutem a violência policial’

Artista afirma que violência do Estado não pode ser tratada como caso isolado

Latuff: ‘existe um esforço para calar vozes que discutem a violência policial’ (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Carlos Latuff)

Jeniffer Mendonça, Ponte Jornalismo - O chargista e o ativista político Carlos Latuff coleciona situações em que seus trabalhos foram alvos de críticas e tentativas de censura ao serem aplicados em escolas. A mais recente ocorreu na semana da Consciência Negra, quando estudantes do Colégio Cívico-Militar Ced 1 da Estrutural do Distrito Federal produziram uma exposição sobre a data. Nos murais estavam charges de diversos artistas com críticas à violência policial.

A vice-diretora da escola disse ao site Metrópoles que o diretor de disciplina, um tenente da PM, pediu a retirada das obras, o que foi negado. Dias depois, o deputado federal Heitor Freire (PSL-CE) entrou na escola acusando os profissionais de corrupção de menores e apologia ao nazismo, já que uma das charges, de autoria de Latuff, mostra um policial com uma braçadeira com a suástica nazista assoprando uma vela com o número 20 num bolo escrito “novembro” e com um corpo de um jovem negro em cima.

Leia a íntegra da entrevista na Ponte Jornalismo.