Líder xavante diz, depois de curado do coronavírus: governo Bolsonaro é fascista e genocida

Crisanto Rudzö Tseremey’wá, presidente da Federação dos povos e organizações indígenas do Mato Grosso, falou à TV 247 nesta segunda, ainda recuperando-se do coronavírus, sobre o descaso do governo contra seu povo. Durante a pandemia, ele perdeu o pai, a mãe, tios, sobrinhos e amigos, que morreram pela doença. Assista

Crisanto Rudzö Tseremey’wá e Jair Bolsonaro
Crisanto Rudzö Tseremey’wá e Jair Bolsonaro (Foto: Arquivo pessoal | Reuters | Abr)
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247 - O líder do povo indígena xavante e presidente da Federação dos povos e organizações indígenas do Mato Grosso (FEPOIMT), Crisanto Rudzö Tseremey’wá, falou à TV 247 nesta segunda-feira (20), ainda se recuperando da Covid-19 e após perder o pai e a mãe para a doença, sobre o morticínio causado pelo governo Jair Bolsonaro durante a pandemia, principalmente contra os povos indígenas.

Crisanto classificou a gestão Bolsonaro de “fascista” e “genocida”, e disse que o governo “brincou com a saúde pública”. “O governo é do povo para o povo, não para meia dúzia de pessoas, não para a classe de elite somente. O governo Bolsonaro brincou com a saúde pública, não só com a dos povos indígenas. O Estado brasileiro, através do primeiro setor, que é estatal, já estava tudo feito, não precisava ficar assistindo e esperando o genocídio do povo brasileiro”.

Ele ainda ressaltou que o governo Bolsonaro não preparou adequadamente uma campanha de conscientização para os povos indígenas, respeitando a singularidade de cada um deles. “Esse governo nem se preparou para que tivesse uma campanha adequada conforme a realidade de cada povo, conforme cronologia de contato. Não foi trabalhada essa campanha de conscientização com os povos indígenas e suas instituições. A FEPOIMT não foi convidada. Esse governo não se preparou, não respeitou a pluralidade, multiculturalidade, que está garantida na República Federativa do Brasil”.

O líder xavante lembrou ainda que os povos indígenas são parte de grupo de risco, com muitos integrantes com problemas como diabetes, e por isso tem sido registradas tantas mortes, além do descaso do governo. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), já são mais de 500 mortos entre as comunidades indígenas e os contaminados, mais de 14,7 mil. 

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