Lincoln Secco: PT ainda não entendeu o antipetismo

Para p professor da USP Lincoln Secco, autor de "A história do PT", o partido erra ao se comparar com os governos anteriores e demonizar a classe média: “o modelo de governo que ele constituiu, que elevou uma parte das classes pobres socialmente, acirraria inevitavelmente a luta de classes”

Para p professor da USP Lincoln Secco, autor de "A história do PT", o partido erra ao se comparar com os governos anteriores e demonizar a classe média: “o modelo de governo que ele constituiu, que elevou uma parte das classes pobres socialmente, acirraria inevitavelmente a luta de classes”
Para p professor da USP Lincoln Secco, autor de "A história do PT", o partido erra ao se comparar com os governos anteriores e demonizar a classe média: “o modelo de governo que ele constituiu, que elevou uma parte das classes pobres socialmente, acirraria inevitavelmente a luta de classes” (Foto: Roberta Namour)

247 - Em meio às denúncias de envolvimento na operação Lava Jato, Lincoln Secco, professor de História da Universidade de São Paulo, afirma que o grande problema do PT é a base cada vez maior do antipetismo, crescente principalmente entre as classes médias.

“[Esse sentimento está] traduzido pelo discurso anticorrupção, ‘antiaparelhismo’ do Estado, por mais que sejam noções que se aplicam também a governo anteriores. Mas não basta o PT dizer isso porque o partido já está no poder há 13 anos”, diz.

Em entrevista a CartaCapital, Secco explica como o modelo de gestão petista, baseado no pacto de conciliação de classes, “deixou uma margem de manobra crítica para os setores médios”. “O erro do PT é esse. O partido jamais quis acirrar a luta de classes, mas o modelo de governo que ele constituiu, que elevou uma parte das classes pobres socialmente, acirraria inevitavelmente a luta de classes”.

Leia aqui a entrevista na íntegra.

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