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Lira segura impeachment, mas abre espaço para agenda bolsonarista na Câmara

Presidente da Câmara, Arthur Lira, vem ampliando as discussões em torno de pautas de interesse do bolsonarismo e da extrema direita, como a adoção do voto impresso e a criminalização de movimentos sociais

Arthur Lira (Foto: Reuters/Adriano Machado)

247 - O  presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que vem blindando Jair Bolsonaro ao se recusar a abrir um dos mais de 120 processos de impeachment que estão na Casa contra o ex-capitão, tem ampliado o espaço de pautas de interesse da extrema direita e do bolsonarismo. Nesta linha, estão temas como o voto impresso e a criminalização de movimentos sociais, além de outros temas de interesse do Planalto. 

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, Lira - um dos líderes do centrão -  passou a defender abertamente as pautas de interesse do Planalto a partir do dia 25 de maio. “Se a população optou por um governo de centro-direita, mais conservadora, ela quer que essas pautas conservadoras, liberais sejam votadas e aprovadas no Congresso”, disse Lira durante um evento realizado pelo BTG Pactual.

Pouco depois, ele colocou em discussão a regulamentação da educação domiciliar, uma pauta defendida pela extrema direita. Ainda em maio, o parlamentar também criou uma comissão especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para discutir a comprovação impressa do voto em urna eletrônica. O projeto é de autoria da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF).

Em junho, Lira também deu sinal verde para outro projeto de interesse da extrema direita ao determinar a criação de uma comissão especial para tratar de discutir o texto que trata de ações terroristas, de autoria do deputado Vitor Hugo (PSL-GO).A proposta, porém, criminaliza os movimentos sociais e já foi alvo de críticas pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.  

Ainda no final de junho, o governo enviou um projeto de lei à Câmara  que retoma a medida provisória do mandante do futebol, que perdeu a validade no final de 2020. O texto muda a chamada Lei Pelé e dá ao mandante do jogo de futebol o direito exclusivo de transmiti-lo ou negociar a transmissão, o que afeta diretamente os interesses da Rede Globo, alvo de críticas constantes por parte de Bolsonaro e aliados. 

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