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Lista de delator traz R$ 246 milhões via caixa dois a 179 políticos

O ex-executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Junior entregou uma tabela ao Ministério Público em que detalha pagamentos que teriam sido feitos via caixa dois a 79 políticos; entre 2008 e 2014, há registro de R$ 246 milhões em repasses ilegais; entre os nomes citados, se destaca, por exemplo, o do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, com quase R$ 62 milhões em caixa dois

Rio de Janeiro,02-08-2013. Governador Sérgio Cabral em coletiva sobre o Parque Aquático Julio Delamare. Foto: Carlos Magno (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Uma tabela apresentada ao Ministério Público pelo ex-executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Junior detalha pagamentos que teriam sido feitos via caixa dois a 179 políticos. Entre 2008 e 2014, há registro de R$ 246 milhões em repasses ilegais.

Entre os nomes citados, se destaca, por exemplo, o do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, com quase R$ 62 milhões em caixa dois. O atual governador, Luiz Fernando Pezão, aparece como receptor de R$ 20,3 milhões.

As informações são de reportagem do G1.

"O ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD-SP), consta na lista do delator como beneficiário de R$ 21,2 milhões em recursos não declarados à Justiça Eleitoral. No documento, Kassab aparece com os codinomes Kibe, Chefe Turco e Projeto.

Conforme consta no documento, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), teria recebido R$ 9,6 milhões em pagamentos via caixa dois em 2010 e 2014. No detalhamento do propósito do repasse, o documento informa que o tucano é defensor de concessões e privatizações.
Entre os motivos que mais aperecem na lista para justificar os pagamentos ilegais, está a disposição para apresentar emendas ou defender projetos de interesse da empreiteira. Foram 60 doações desse tipo.

Na planilha apresentada ao Ministério Público, há ainda 111 repasses a políticos que sequer estavam concorrendo a cargos públicos nas eleições.
Em outro documento, Silva Junior afirma que 'todos os pagamentos constantes da planilha anexa, realizados por pessoas ligadas diretamente a mim, só puderam ser efetuados a partir da minha autorização, ainda que a definição de candidato e a negociação dos valores tenha ficado a cargo de executivos da minha equipe'."