Lobby militar para manter privilégios na Previdência aumenta

A ala militar do governo Bolsonaro faz um lobby pela manutenção de todos os privilégios dados à previdência social militar, informam os jornalistas Thiago Resende e Talita Fernandes do jornal Folha de S. Paulo; o grupo quer ficar de fora da proposta que será apresentada no Congresso em fevereiro; o general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, foi escalado pelo grupo de generais do governo para 'negociar' o assunto; recolhimento de 11% das pensões das viúvas de militares está na agenda de Paulo Guedes

Lobby militar para manter privilégios na Previdência aumenta
Lobby militar para manter privilégios na Previdência aumenta (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

247 - A ala militar do governo Bolsonaro faz um lobby pela manutenção de todos os privilégios dados à previdência social militar, informam os jornalistas Thiago Resende e Talita Fernandes do jornal Folha de S. Paulo. O grupo quer ficar de fora da proposta que será apresentada no Congresso em fevereiro. O general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, foi escalado pelo grupo de generais do governo para 'negociar' o assunto. Recolhimento de 11% das pensões das viúvas de militares está na agenda de Paulo Guedes. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que Azevedo e Silva terá o ministro da Economia Paulo Guedes como suposto adversário, uma vez que, publicamente, Guedes defende as Forças Armadas dentro da reforma. A autonomia de Guedes, no entanto, é limitada, uma vez que o governo apresenta clara desorganização hierárquica em sua estrutura de governança, facilmente verificada na série inédita de recuos de vários ministros e, sobretudo, do próprio presidente.

A matéria acrescenta que "entre as medidas que podem afetar seus integrantes estão em estudo o aumento do tempo de serviço mínimo, de 30 para 35 anos, e o recolhimento da contribuição de 11% sobre as pensões das viúvas dos militares. Integrantes das Forças Armadas contestam a eficácia dessas medidas do ponto de vista de arrecadação e de corte de despesas. Não há ainda previsão de impacto fiscal caso essas mudanças sejam encaminhadas ao Congresso e aprovadas."

O comandante do Exército, Edson Pujol, segundo o jornal, posicionou-se contra todas as propostas. "Você aceitaria a retirada de algum direito?", indagou. Pujol ainda afirmou que, por causa das particularidades da carreira, "os militares deveriam ser poupados da reforma".

Segundo a reportagem, ainda, "a equipe política, liderada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defende no geral uma versão mais branda e está mais aberta à exclusão dos militares do texto. Assessores palacianos dizem que caberá a Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, arbitrar. Além de ter um terço de seus ministros egresso das Forças Armadas, o presidente escalou nesta semana um general como seu porta-voz, o então chefe da Comunicação do Exército, Otávio Rêgo Barros."

 

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