Luciano Hang e Wizard pressionam Bolsonaro para liberar compra de vacina por empresas
A ideia de Wizard e Hang, que representam um grupo de cerca de cem empresários, é arcar com os custos de vacinação de trabalhadores, ao mesmo tempo em que o governo foca na imunização de grupos prioritários
247 - Na tentativa de articular a compra de vacinas pela iniciativa privada, os empresários Carlos Wizard e Luciano Hang irão apelar para Jair Bolsonaro. Após um encontro com o dono da Havan, Luciano Hang, em Brusque (SC), nesta quarta-feria (3), Wizard relatou à coluna que ambos tentarão uma agenda com o presidente para tentar convencê-lo a trabalhar pela compra do imunizante por empresas. A informação é da jornalista Bela Megale, em sua coluna no jornal O Globo.
Segundo a jornalista, a ideia de Wizard e Hang, que representam um grupo de cerca de cem empresários, é arcar com os custos de vacinação de trabalhadores, ao mesmo tempo em que o governo foca na imunização de grupos prioritários.
“Os empresários querem oferecer gratuitamente as vacinas a seus colaboradores. Isso significa uma grande economia para o governo federal, que não precisará pagar para imunizar esses trabalhadores”, disse Wizard.
A situação, porém, não é simples, destaca Megale. Como informou a coluna, Wizard ouviu, em reunião na semana passada com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, que a compra de vacinas pela iniciativa privada só deve ser liberada no segundo semestre, após as mais de 70 milhões de pessoas do grupo prioritário serem vacinadas.
