Ludhmila Hajjar diz ter negado convite para a Saúde porque se pauta pela ciência

Médica fez críticas às recomendações do uso de cloroquina pelo governo Bolsonaro e ao negacionismo em relação ao isolamento social para o combate à pandemia

(Foto: Reprodução)
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247 - Após reunião nesta segunda-feira (15) com Jair Bolsonaro, a cardiologista Ludhmila Hajjar recusou o convite para assumir o Ministério da Saúde e ressaltou que se “pauta pela ciencia” ao criticar medidas defendidas pelo governo como uso da cloroquina e pregação contra o lockdown. 

"Fiquei muito honrada pelo convite do presidente [Jair] Bolsonaro, tivemos dois dias de conversas, mas infelizmente acho que esse não é o momento para que eu assuma a pasta do Ministério da Saúde por alguns motivos, principalmente por motivos técnicos. Sou médica, cientista, especialista em cardiologia e terapia intensiva, tenho toda minhas expectativas em relação à pandemia. O que eu vi, o que eu escrevi, o que eu aprendi está acima de qualquer ideologia e acima de qualquer expectativa que não seja pautada em ciência", disse Ludmila Hajjar em declaração à CNN Brasil. 

A médica também explicou que a aplicação de um lockdown geral no  Brasil é impossível de ser efetivado pela dimensão territorial, mas reforçou que regiões devem aplicar a medida seguindo orientação de especialistas. 

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"Algumas medicações pregadas, como a cloroquina, ivermectina, azitromicina, o zinco e a vitimina D já se demonstraram não ser eficazes no tratamento da doença (...) Muitos de nós prescreveram cloroquina. Eu mesmo já falei isso: eu também [prescrevi]. Até que fomos lidando com os resultados que a ciência nos trás e inúmeros estudos vieram para nos mostrar, de maneira definitiva, a não eficácia desses tratamentos. Isso é algo que eu pontei e é um assunto do passado, afirmou.

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