Luis Miguel: há motivos sólidos para o rótulo ‘fascista’ à extrema-direita

"No Brasil tem quem queira que a gente interrompa o combate ao fascismo para iniciar um debate douto sobre o conceito de fascismo", diz o cientista político Luis Felipe Miguel; "Há motivos muito sólidos para justificar a aplicação do rótulo 'fascista' à extrema-direita brasileira de hoje", continua; "No sábado, 29, pelo Brasil afora, vamos afirmar: #EleNão #EleNunca"

Luis Miguel: há motivos sólidos para o rótulo ‘fascista’ à extrema-direita
Luis Miguel: há motivos sólidos para o rótulo ‘fascista’ à extrema-direita (Foto: Dir.: Marcelo Camargo - ABR)

Por Luis Felipe Miguel, em seu Facebook

Lênin interrompeu a redação de O Estado e a revolução em outubro de 1917, indicando que era mais importante fazer a revolução do que escrever sobre ela. Mas no Brasil tem quem queira que a gente interrompa o combate ao fascismo para iniciar um debate douto sobre o conceito de fascismo.

É um conceito: uma construção intelectual usada para compreender determinado fenômeno ou conjunto de fenômenos. Certamente devemos entender as diferenças entre aquilo com que estamos lidando e outras expressões históricas do fascismo. Mas há motivos muito sólidos para justificar a aplicação do rótulo "fascista" à extrema-direita brasileira de hoje.

Os argumentos do intelectual isentão emudecem diante do Instagram do filho do coiso. É um programa militante de exaltação da violência aberta como resposta eficaz para qualquer desafio à reprodução das hierarquias sociais. Para mim, já há aí fascismo bastante.

Ontem, em Florianópolis, debatendo no Encontro Estadual de Supervisores Escolares de Santa Catarina, a professora Joana Célia Dos Passos lembrou de um texto que publiquei há seis meses, intitulado "Entre o fascismo e nós, só há nós". Ele termina assim:

"O que nos impede de mergulhar no fascismo é que ainda há, na sociedade, uma oposição que faz com que esse mergulho seja custoso. É só a nossa resistência, a nossa recusa cotidiana a ceder sem luta qualquer palmo das nossas liberdades, que poderá nos defender do fascismo".

É bom ver que somos muitos milhões de brasileiros firmes nesse propósito. No sábado, 29, pelo Brasil afora, vamos afirmar: #EleNão #EleNunca

 

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