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Lula anuncia meta de 3 milhões de casas até o fim de 2026

Governo amplia Minha Casa, Minha Vida com R$ 20 bilhões do Fundo Social e eleva orçamento habitacional para R$ 200 bilhões em 2026

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião de anúncio de medidas econômicas de sustentação do crescimento no setor habitacional. Palácio do Planalto, Brasília-DF (Foto: Ricardo Stuckert/PR )

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (15), a ampliação dos investimentos no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com a meta de contratar 3 milhões de moradias até o fim de 2026. As informações foram divulgadas pelo portal oficial do governo federal.

Durante o evento, em Brasília, Lula destacou o compromisso do governo com a habitação popular e afirmou: “Vamos contratar três milhões de casas até o final deste ano. Prometemos dois, vamos chegar a três. E vamos melhorar a renda das pessoas para que possam ter uma casa um pouco melhor”.

O pacote de medidas inclui um aporte adicional de R$ 20 bilhões do Fundo Social, elevando o orçamento total destinado à habitação para R$ 200 bilhões em 2026 — um recorde histórico. A ampliação dos recursos busca garantir a contratação de 1 milhão de novas unidades apenas neste ano.

Ao comentar a importância do programa, o presidente ressaltou sua experiência pessoal: “Fazer casa, para nós, é uma obrigação. E a minha obrigação é porque eu sei o que é morar em enchente. Já morei em casa com um metro e meio de água dentro”. Em seguida, reforçou: “Eu sei o que é isso. Então, casa, para mim, é quase que uma coisa de direito humano e está na Constituição”.

Lula também destacou o impacto social da política habitacional: “Todo mundo quer trocar o aluguel pela prestação da casa. E esse é o papel deste programa: tentar criar as condições para que as pessoas tenham uma casa”.

De acordo com o ministro das Cidades, Vladimir Lima, o programa tem contribuído de forma significativa para a redução do déficit habitacional no país. Ele citou dados da Fundação João Pinheiro que apontam o menor índice da história: “O Minha Casa Minha Vida tem sido um programa impactante e um motor propulsor para contribuir na redução do déficit habitacional. Chegamos, segundo dados da Fundação João Pinheiro, no menor patamar do déficit habitacional da história do país: 7,4%. Isso é resultado, presidente, do seu governo, da retomada de um importante programa que vem atuando nos problemas principais”.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, também destacou a ampliação dos investimentos e a abrangência do programa. “É importante reforçar que nós triplicamos os recursos para financiamento habitacional. E, mais do que triplicar os recursos, nós olhamos para todas as faixas de renda. Conseguimos atender todas as faixas do Minha Casa, Minha Vida, desde os que mais precisam até a classe média alta”, afirmou.

Entre as mudanças anunciadas, o governo reajustou as faixas de renda do programa para ampliar o acesso. A Faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200; a Faixa 2, de R$ 3.200,01 a R$ 5.000; e a Faixa 3, de R$ 5.000,01 a R$ 9.600. Já a classe média poderá participar com renda de até R$ 13 mil.

Os limites de financiamento também foram atualizados. Na Faixa 3, o valor máximo dos imóveis subiu para R$ 400 mil, enquanto para a classe média o teto passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

O programa Reforma Casa Brasil também foi ampliado, passando a atender famílias com renda de até R$ 13 mil. As condições financeiras ficaram mais acessíveis, com taxa de juros reduzida para 0,99% ao ano, aumento do valor máximo para reformas de R$ 30 mil para R$ 50 mil e prazo de pagamento estendido para até 72 meses.

Segundo o governo, a retomada do Minha Casa, Minha Vida entre 2022 e 2024 retirou 441 mil famílias do déficit habitacional. No mesmo período, o setor da construção civil registrou crescimento, alcançando 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada e aumento médio de 6% nos rendimentos acima da inflação em 2026.

O ministro Vladimir Lima explicou que as medidas atuam em três frentes principais do déficit habitacional: coabitação, custo elevado do aluguel e moradias precárias. “Quando se traz essas medidas — aportar recurso, ajustar faixa, incluir empreendimentos e alavancar mais famílias acessando o programa —, a gente está fazendo com que a família tenha a dignidade de sair de uma casa que ela compartilha com outra e ter casa própria; sair do aluguel e pagar uma prestação menor no programa Minha Casa Minha Vida; e sair de uma condição precária de unidade rústica e ter dignidade”, concluiu.