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Lula: ataques ao PT foram parte de uma guerra contra os mais pobres

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a diminuição do número de beneficiários do programa Bolsa Família. Em julho de 2017, 12,7 milhões de famílias foram atendidas pelo programa. Foi o menor índice dos últimos oito anos. "Os ataques contra o PT tinham esse objetivo: tirar os direitos dos trabalhadores e acabar com a proteção aos mais pobres", afirmou o ex-presidente no Twitter

Lula: ataques ao PT foram parte de uma guerra contra os mais pobres (Foto: Ricardo Stuckert | PR | ABr)

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a diminuição do número de beneficiários do programa Bolsa Família. Em julho de 2017, 12,7 milhões de famílias foram atendidas pelo programa. Foi o menor índice dos últimos oito anos. O ano de 2019 teve a segunda menor quantidade de beneficiários em 8 anos: 13,1 milhões de famílias em novembro, de acordo com o Ministério da Cidadania. Em dezembro, o número foi o mesmo. Em janeiro subiu para 13,2 milhões de famílias atendidas, com benefício médio de R$ 191.

"Os ataques contra o PT tinham esse objetivo: tirar os direitos dos trabalhadores e acabar com a proteção aos mais pobres", afirmou o ex-presidente no Twitter.

Criado em 2003, o programa atende famílias com filhos de até 17 anos em condições de pobreza - renda entre R$ 89,01 e R$ 178, e extrema pobreza, com renda de até R$ 89.

No governo Jair Bolsonaro, a fila de brasileiros que esperam para receber dinheiro do programa Bolsa Família chega a 3,5 milhões de pessoas, o que representa 1,5 milhão de famílias de baixa renda, de acordo com matéria de Vinícius Valfré e Adriana Fernandes, do jornal O Estado de S.Paulo.




Entre 2014 e 2018, a renda dos 5% mais pobres no Brasil caiu 39%. Nesse mesmo período, o país registrou um aumento de 67% na população que vive na extrema pobreza. A FGV utilizou como base a linha mais baixa de pobreza das metas do milênio da ONU (Organização das Nações Unidas), que corresponde a U$S 1,25 (cerca de R$ 5,45) per capita por dia.

A pesquisa também utilizou microdados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) e da Pnad Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para concluir que, desde 2014, quando o país atingiu o menor percentual de extrema pobreza nos últimos 15 anos, este valor passou a subir e não houve arrefecimento. Em 2018, por exemplo, o país retornou à mesma estaca de 2008.