Lula contra homofobia some de campanha do Brasil para eleição da ONU

O governo Jair Bolsonaro não incluiu explicitamente a luta contra a homofobia para ser eleito para mais um mandato no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, com duração de três anos; um documento do governo deixa claro que seu foco é pela família

Bandeira (LGTB) é hasteada na Embaixada do Reino Unido para marcar o Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, celebrado neste sábado (17) (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Bandeira (LGTB) é hasteada na Embaixada do Reino Unido para marcar o Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, celebrado neste sábado (17) (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Marcelo Camargo/ABR)
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247 - O governo Jair Bolsonaro não incluiu explicitamente a luta contra a homofobia para ser eleito para mais um mandato no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, com duração de três anos. A informação é do jornalista Jamil Chade, no Uol. A eleição ocorre em outubro e, num telegrama interno enviado pelo Itamaraty no dia 5 de junho.

O país registrou 445 casos de assassinatos de homossexuais em 2017, de acordo com o levantamento do Grupo Gay da Bahia. 

A falta de mencão ao combate à homofobia contrasta com uma tradição já adotada pelo Itamaraty nos últimos 20 anos. Em 2003, por exemplo, no governo Lula, o Brasil inovou ao ser o primeiro país do mundo a propor uma resolução que estabelecia que a discriminação com base em orientação sexual deveria ser combatida.

Um documento do governo não deixa claro seu foco pela família. "O governo defende o fortalecimento dos vínculos familiares, sob o enfoque dos direitos humanos", diz o plano de campanha. "Para tanto, está desenvolvendo políticas públicas transversais, que têm na família ponto focal da atuação do Estado. No âmbito do Conselho de Direitos Humanos, o Brasil compromete-se a apoiar iniciativas que contribuam para fortalecer as estruturas e relações familiares, levando em especial consideração as diferentes circunstâncias socioculturais e econômicas das famílias, sobretudo no que respeita às famílias em situação de vulnerabilidade", disse.

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