“Lula é a joia da coroa do Plano Atlanta”, revela político dominicano

Reportagem de revista Carta Capital  destaca como o plano para retirar Luiz Inácio Lula da Silva é a principal etapa do "Plano Atlanta", que seria uma espécie de conspiração de líderes de direita da América Latina, com apoio dos EUA, contra lideranças da esquerda; objetivo é desmoralizar líderes progressistas via mídia com acusações de corrupção, inclusive a familiares, e ataques ao comportamento privado deles; depois, converter os escândalos em processos judiciais que acabem com a carreira da turma

“Lula é a joia da coroa do Plano Atlanta”, revela político dominicano
“Lula é a joia da coroa do Plano Atlanta”, revela político dominicano

247 - Uma reportagem de revista Carta Capital publicada neste sábado destaca como o plano para retirar Luiz Inácio Lula da Silva é a principal etapa do "Plano Atlanta", que seria uma espécie de conspiração de líderes de direita da América Latina, com apoio dos EUA, contra lideranças da esquerda.

Confira abaixo alguns trechos do texto:

"No fim de 2012, Manolo Pichardo, político da República Dominicana, participou de uma sinistra reunião na suíte de um hotel em Atlanta, nos Estados Unidos. Alguns ex-presidentes latino-americanos de inclinação de centro ou direita discutiram como varrer adversários progressistas do mapa. Afinal, dizia um dos presentes, Luis Alberto Lacalle, ex-mandatário uruguaio, “não podemos ganhar desses comunistas pela via eleitoral”.

A presença de Pichardo ali era estranha, só tinha ido a Atlanta graças ao convite de um ex-presidente amigo, Vinicio Cerezo, da Guatemala. Atual comandante da Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina (Copppal), Pichardo pertence ao Partido da Libertação Dominicana, de esquerda.

(...)

Eque “plano” é esse, afinal? Desmoralizar líderes progressistas via mídia com acusações de corrupção, inclusive a familiares, e ataques ao comportamento privado deles. Depois, converter os escândalos em processos judiciais que acabem com a carreira da turma.

A estratégia parece bem sucedida, a julgar pelo destino de Fernando Lugo no Paraguai em 2012 e de Dilma Rousseff por aqui em 2016, além das encrencas de Cristina Kirchner na Argentina, de Rafael Correa no Equador e, claro, de Lula.

"O Brasil é a maior economia da América Latina e se tornou uma das maiores do mundo. É o maior país da região em tamanho e população. Isso, obviamente, deu-lhe o peso político que lhe permitiu influenciar o resto dos países latino-americanos, algo que, sem dúvida, aumentou durante a Presidência de Lula, uma vez que remover mais de 40 milhões de pessoas da pobreza e incorporar 16 milhões ao mercado de trabalho tornaram-no uma referência obrigatória. Isso faz dele, de acordo com os interesses dos setores conservadores, um exemplo indesejável."

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