“Lula é o centro. Não tentem inventar um centro que não existe”, diz Jean Wyllys
A direita tradicional, que tenta encontrar uma terceira via para 2022, “deu o braço à extrema direita em 2018”, segundo Wyllys, e “quem se mistura com porcos, farelo come”. O ex-deputado ainda disse à TV 247 que a esquerda não está preparada para enfrentar a máquina do ódio: “ela está enredada”. Assista
247 - O ex-deputado federal Jean Wyllys afirmou à TV 247 que o ex-presidente Lula “é o grande candidato” à presidência para a eleição de 2022. O petista, para Wyllys, é o centro do debate político brasileiro e não há outra saída que não passe por ele.
Segundo o ex-parlamentar, alimentar a narrativa de que outros presidenciáveis como Ciro Gomes ou Luciano Huck são de centro é uma “desinformação”. Ele lembrou que o setor da sociedade representado por estes nomes deu apoio a Jair Bolsonaro em 2018 e também ajudou a promover o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff em 2016. “Lula é o centro das questões, é o centro das atenções, é o centro das soluções. Não há outro centro. Não tentem inventar um centro que não existe. Mandetta, Ciro Gomes, Luciano Huck, Amoêdo; essas pessoas não são centro, essa é uma desinformação que a imprensa presta. Essas pessoas são a direita, e uma direita inclusive que deu o braço à extrema direita em 2018. Deu o braço à extrema direita em 2016 para perpetrar o golpe e deu o braço em 2018. Minha mãe dizia um ditado muito interessante: quem se mistura com porcos, farelo come. A direita se misturou com o banditismo. Ela não tinha candidato e se prestou a apoiar um fascista, apologista da tortura, expulso das Forças Armadas por indisciplina, que considera que a ditadura matou pouca gente, um racista confesso, um homofóbico abjeto, um mentiroso compulsivo. A direita sabia disso”.
Para Wyllys, porém, a esquerda não está preparada para enfrentar a máquina de ódio bolsonarista em 2022, e mais: ela está sendo contaminada por este mecanismo. “Ela está enredada pela máquina de ódio. Ela está afetada pela máquina de ódio. Está afetada e, como produto dessa máquina de ódio, se odiando e cultivando o ódio dentro dela mesma, como uma coisa autodestrutiva e divisionista. A militância digital do Ciro, por exemplo, é muito violenta contra os petistas, e os petistas são muito violentos contra os críticos de Lula. Os antipetistas que não são bolsonaristas também estão muito violentos. Eu acho que as esquerdas não estão preparadas, não sentaram para entender de maneira clara o fenômeno da desinformação”.
Wyllys propôs, portanto, que a esquerda brasileira se reúna com personalidades da comunicação para entender e traçar estratégias de combate às fake news e à produção de ódio nas redes. “Nós temos nesse campo exceções como o Felipe Neto, que é um cara que entende da comunicação digital. Há outras pessoas que entendem e a gente precisa reunir essas pessoas que entendem de comunicação digital, que entendem do fenômeno das fake news, que entendem o processo não só do ponto de vista da recepção, mas do endereçamento”.
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