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Lula se solidariza com Jean Wyllys: nossa democracia já não é mais tão plena

"Para preservar sua vida, Jean Wyllys se vê forçado a despedir-se do Brasil e de sua vida pública, um gesto que evidencia que nossa democracia já não é mais tão plena assim", diz um trecho da nota divulgada pelo Instituto Lula

Lula se solidariza com Jean Wyllys: nossa democracia já não é mais tão plena

247 - Nota publicada no site do Instituto Lula manifesta solidariedade ao deputado eleito Jean Wyllys (PSOL-RJ) que, nesta quinta-feira (24), anunciou a renúncia ao mandato por conta de ameaças de morte que vem recebendo e se intensificaram desde a morte da vereadora Marielle Franco.

"Para preservar sua vida, Jean Wyllys se vê forçado a despedir-se do Brasil e de sua vida pública, um gesto que evidencia que nossa democracia já não é mais tão plena assim", diz um trecho da nota.

Confira a íntegra do texto:

Nota em solidariedade a Jean Wyllys

Jean Wyllys um dos deputados federais mais combativos dos últimos anos, inúmeras vezes premiado por sua atuação em defesa dos direitos humanos e da população LGBTQI+, abrirá mão de seu terceiro mandato na Câmara pois não se sente seguro no Brasil.

Suas motivações são absolutamente legítimas: a escalada do ódio e da intolerância na política, que fez dele um alvo preferencial, justamente por suas convicções ideológicas e seus posicionamentos altivos e aguerridos. Ameaças de morte, insultos e agressões físicas passaram a fazer parte do cotidiano de Jean Wyllys.

Para preservar sua vida, ele se viu forçado a despedir-se do Brasil e de sua vida pública, um gesto que evidencia que nossa democracia não é mais tão plena assim.

A execução de Marielle Franco, o aumento dos crimes de ódio, o assassinato de Moa do Katendê, a perseguição e prisão injustas de Luiz Inácio Lula da Silva, o auto-exílio de Jean Wyllys: nuvens sombrias pairam sobre nosso país.

Transmitimos nossa solidariedade a Jean Wyllys, que, há poucos dias, recebeu uma carta de Lula , declarando sua admiração pelo trabalho desenvolvido pelo deputado.

Mais do que nunca, é necessário estarmos vigilantes e atentos, e fortalecer entre nós, defensoras e defensores dos direitos humanos, uma rede de solidariedade e resistência democrática. Ninguém solta a mão de ninguém.

Instituto Lula