Maia diz que não há diálogo com PT se Lula for candidato em 2022

Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que a proposta de diálogo para evitar um avanço da extrema-direita nas eleições de 2022 e bem-vinda desde que a agenda seja a de reformas. E adiantou: "Com o Lula é impossível"

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247 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou sobre o discurso de Lula, após deixar a prisão, e apesar do ex-presidente afirmar que não seu sentimento não era de ódio, Maia considerou que foi um discurso "muito raivosa" e saiu em defesa de Jair Bolsonaro.

"Foi um discurso muito raivoso, ruim. Ele é um ex-presidente da República, o presidente Bolsonaro não tem culpa pelos problemas que o Lula vive. É um discurso já politizando eleitoralmente e é ruim", disse ele em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com Maia, "algumas pessoas ficaram preocupadas com a virulência do discurso e vão aguardar as próximas semanas". 

"Como também são os primeiros dias, é aguardar e ver qual vai ser a ação dele nos próximos, para ver se vai ser em um caminho de inviabilizar, de atrapalhar o governo", acrescentou, demonstrando de que lado está.

Sobre a proposta de diálogo para evitar um avanço da extrema-direita nas eleições de 2022, Maia disse que concorda, mas desde que a agenda seja a de reformas. E adiantou: "Com o Lula é impossível".

"O DEM não tem condição. Fomos oposição ao governo do PT, respeitamos o partido, só não temos condição de apoiar o candidato à Presidência. Mas já estivemos com o PT em algumas eleições pontuais", afirmou.


Segundo instância

Maia voltou a criticar a tentativa de atropelar a Constituição e disse que a prisão antecipada após condenação em segunda instância “não é a única urgência do Brasil”.

“Qualquer resposta precipitada que o Parlamento der, vai ser o responsável por gerar mais instabilidade política”, afirmou o deputado.

Segundo ele, a proposta que tramita de uma emenda constitucional que muda o artigo 5º da Constituição "é flagrantemente inconstitucional, porque é cláusula pétrea".

"Ninguém está discutindo isso. Nem aqueles ministros que votaram pela segunda instância acham plausível que uma mudança no artigo 5º, inciso 57, possa ser feita. Eu esperava que o resultado do julgamento pudesse cercar a questão e deixar claro que isso não era possível de ser modificado. Mas o Supremo se ateve ao artigo 283 (do Código de Processo Penal) e, no final, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, de alguma forma transferiu a responsabilidade do julgamento dele. Ele não terminou o julgamento quando diz 'o Congresso pode mudar'", afirmou Maia.

O presidente da Câmara criticou a obstrução das votações feita pelos partidos que defendem a prisão em segunda instância. "Obstruir tudo é um erro. O Brasil não tem apenas a distorção na morosidade do Judiciário. O saneamento público está pronto para ir ao plenário. Vamos deixar de votar?", destacou.

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