Maia mantém anulação de CPI da UNE, determinada por Maranhão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu manter a anulação da criação da CPI da UNE, que havia sido determinada pelo presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA); decisão do presidente estaria atrelada a um acordo firmado com líderes da oposição que garantiram sua eleição, entre eles o PCdoB, de Orlando Silva; vaga da CPI da UNE foi preenchida pela CPI da Lei Rouanet, que está na fase de indicação de integrantes

Rodrigo Maia 
Rodrigo Maia  (Foto: Aquiles Lins)

Brasília 247 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu manter a anulação da criação da CPI da UNE, que havia sido determinada pelo presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA). 

Ao enterrar a CPI da UNE, Maranhão concordou com a tese de que não havia fato determinado para investigação. "Não vou fazer nada contra a decisão dele", disse Maia. A decisão do presidente estaria atrelada a um acordo firmado com líderes da oposição que garantiram sua eleição, entre eles o PCdoB, de Orlando Silva. 

Maia e Maranhão estariam preocupados com a necessidade de apaziguar a Casa para votar as pautas de interesse do governo. Deputados do PCdoB e do PT consideraram a CPI destinada a investigar a União Nacional dos Estudantes um ato de "vingança" do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A vaga da CPI da UNE foi preenchida pela CPI da Lei Rouanet, que está na fase de indicação de integrantes. Por outro lado, o novo presidente da Casa desfez a prorrogação de 60 dias para as CPIs do Carf e da Funai e Incra. A CPI do Carf vai se encerrar em 11 de agosto. Criada em fevereiro, investiga corrupção em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Já a CPI da Funai e Incra acabará em 17 de agosto.

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