Maioria da população rejeita vacinação paga feita por empresas e 64% quer receber auxílio emergencial
De acordo com pesquisa Exame/Ideia, 58% dos integrantes da classe C e 56% dos que possuem mais de 45 anos rejeitam a possibilidade de pagar pelo imunizante. Outros 64% defendem a extensão do auxilio emergencial e 57% dos que pertencem à classe C avaliam que o valor deveria ser de R$ 600
247 - Pesquisa Exame/Ideia aponta que a maioria da população brasileira rejeita a ideia de pagar por uma vacina contra a Covid-19, além de querer a extensão do auxílio emergencial concedido pelo governo durante a pandemia. Segundo o estudo, divulgado nesta sexta-feira (26), 58% dos integrantes da classe C e 56% dos que possuem mais de 45 anos rejeitam a possibilidade de pagar pelo imunizante. O levantamento também destaca que 64% da população deseja receber o auxílio emergencial em função do desemprego e da baixa expectativa de recuperação da economia.
A pesquisa destaca que a possibilidade de pagar por uma vacina contra o coronavírus é maior entre os que ganham acima de cinco salários mínimos (58%) e entre os que possuem nível superior de instrução (46%). Em relação ao auxílio emergencial, 81% dos que ganham até um salário mínimo acreditam que deveriam receber o benefício e 57% dos que pertencem à classe C avaliam que o valor mensal deveria ser de R$ 600. Os que avaliam que não devem receber o auxílio em função de sua condição financeira atual somam 34%.
A pesquisa ouviu 1,2 mil pessoas em todas as regiões do país e possui um nível de confiança de 95%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
