Maioria defende afastamento de Deltan Dallagnol

Um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que 56,2% dos brasileiros defendem o afastamento do coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol. De acordo com o levantamento, 43,8% dos entrevistados não concordam com um eventual afastamento do procurador

Deltan Dallagnol
Deltan Dallagnol (Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP)

247 - Um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que 56,2% dos brasileiros defendem o afastamento do coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que, junto com o ex-juiz Sérgio Moro, feriu a equidistância entre quem julga e quem acusa, ao pedir conselhos ao ex-magistrado para definir os rumos de várias linhas de investigações da operação.  De acordo com o levantamento, 43,8% dos entrevistados não concordam com um eventual afastamento do procurador.

A ação de Dallagnol para suspender um julgamento contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), acatada pelo juiz Nivaldo Brunoni, amigo de Moro, gerou irritação de diversos conselheiros do órgão, que prometem entrar com recurso contra a determinação. Ministros de tribunais superiores avaliam que o procurador está mais suscetível a punições no colegiado. Além de ter provocado irritação ao enfrentar o conselho, o procurador perdeu apoio entre bolsonaristas, o que o deixa mais vulnerável, como informou a coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo.

Dentre as várias irregularidades publicadas pelo site Intercept Brasil, está uma tentativa de interferência para impedir a nomeação de ministro da Corte, que poderia substituir Teori Zavascki em 2017 - ele faleceu em 2017 em um acidente de helicóptero no estado do Rio de Janeiro. 

De acordo com uma das reportagens, o procurador duvidava da existência de provas contra Lula, acusado de ter recebido um apartamento da OAS como propina. Atualmente, a maioria dos brasileiros defende novo julgamento para Lula e anulação da condenação (veja aqui).

Seguno informações da coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, uma numerosa ala de procuradores considera inaceitável a decisão judicial que retirou de pauta processo disciplinar contra ele.   


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