Mandetta dá sinais de afrouxamento no combate à pandemia, diz Mello Franco

“O afrouxamento das medidas fará com que a curva de contágio se acelere’, destaca o epidemiologista Roberto Medronho, da UFRJ, ouvido pelo jornalista sobre a possibilidade de abrandamento do isolamento social no combate ao corona´virus por parte do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

Bernardo Mello Franco e Luiz Henrique Mandetta
Bernardo Mello Franco e Luiz Henrique Mandetta (Foto: Reprodução | PR)
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco destaca que “o Brasil ultrapassou a marca das cem em um único dia. O recorde desta terça marca uma nova fase na epidemia. Daqui para a frente, o país deverá enfrentar uma forte escalada no número de vítimas da Covid-19”. “Ainda estamos no início da ascensão da curva epidêmica. Nos próximos dias, ela vai se acelerar de forma contundente”, prevê o epidemiologista Roberto Medronho, da UFRJ”, destaca ele em sua coluna no jornal O Globo.  

Para o especialista ouvido por Mello Franco, a situação deve se agravar, até porque o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sinalizou no Boletim Epidemiológico da pasta que poderá afrouxar as regras de isolamento social.

 ‘A linguagem usada no texto sugere um recuo negociado com o Planalto. Depois de resistir às pressões de Jair Bolsonaro pelo fim das restrições, a pasta passou a acenar com uma “transição para distanciamento social seletivo”’, destaca.
 

‘“Vejo isso com muita apreensão. Na prática, parece um eufemismo para o tal isolamento vertical defendido pelo presidente”, critica o professor Medronho. “O afrouxamento das medidas fará com que a curva de contágio se acelere’, ressalta o especialista na reportagem. 

Para Medronho, “tudo o que não queremos é ver caminhões do Exército levando corpos para outras cidades por falta de vaga nos cemitérios. Isso ocorreu na Lombardia, a região mais rica de um país de primeiro mundo”. 

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