Marcelo Auler cobra de Aragão apuração de irregularidades na Lava Jato

Em carta aberta ao novo ministro da Justiça, publicada em seu blog, o jornalista Marcelo Auler pede que sejam apurados os episódios de grampos colocados na sede da Polícia Federal em Curitiba, como o da cela do doleiro Alberto Youssef e do fumódromo, entre outros fatos; "Esses são apenas dois episódios ao longo dos últimos dois anos na Polícia Federal do Paraná e que, por si só, já envolvem seis delegados ligados à Lava Jato com possíveis irregularidades cometidas", destaca o blogueiro

Em carta aberta ao novo ministro da Justiça, publicada em seu blog, o jornalista Marcelo Auler pede que sejam apurados os episódios de grampos colocados na sede da Polícia Federal em Curitiba, como o da cela do doleiro Alberto Youssef e do fumódromo, entre outros fatos; "Esses são apenas dois episódios ao longo dos últimos dois anos na Polícia Federal do Paraná e que, por si só, já envolvem seis delegados ligados à Lava Jato com possíveis irregularidades cometidas", destaca o blogueiro
Em carta aberta ao novo ministro da Justiça, publicada em seu blog, o jornalista Marcelo Auler pede que sejam apurados os episódios de grampos colocados na sede da Polícia Federal em Curitiba, como o da cela do doleiro Alberto Youssef e do fumódromo, entre outros fatos; "Esses são apenas dois episódios ao longo dos últimos dois anos na Polícia Federal do Paraná e que, por si só, já envolvem seis delegados ligados à Lava Jato com possíveis irregularidades cometidas", destaca o blogueiro (Foto: Gisele Federicce)

247 – Em uma carta aberta ao novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, o jornalista Marcelo Auler pede a apuração de irregularidades cometidas ao longo das investigações da Operação Lava Jato, a exemplo de grampos colocados na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, fatos que nunca tiveram apurações concluídas.

"Sem dúvida, sua nova função é espinhosa. Não a invejo. Mal chegou e já recebe críticas por falar o óbvio, isto é, que a lei existe para ser cumprida, principalmente por quem recebe do Estado para fazer cumpri-la. Nada de tão misterioso, mas na cabeça de alguns isto soa como ameaça. Por quê?", diz Auler, se dirigindo ao novo ministro, que defendeu que delegados da PF envolvidos em vazamentos de documentos sigilosos à imprensa sejam afastados.

O blogueiro cita dois casos de grampos na PF: o colocado na cela do doleiro Alberto Youssef, que à época chegou a posar para uma foto com o objeto nas mãos, e um segundo no fumódromo. Leia abaixo um trecho da carta e aqui a íntegra.

Esses são apenas dois episódios ao longo dos últimos dois anos na Polícia Federal do Paraná e que, por si só, já envolvem seis delegados ligados à Lava Jato com possíveis irregularidades cometidas. Os casos, porém, se multiplicam: o uso de celular na cela pelo doleiro Youssef; a tentativa de obter dados telefônicos de pessoas com foro especial sem mandado específico para isso; a venda de favores na custódia; a inusitada situação da doleira Nelma Kodama; delações premiadas feitas à revelia dos advogados de defesa constituídos; o processo por calúnia que seu colega do MPF tenta abrir, a pedido dos delegados, contra o DPF Fanton e o APF Dalmey; os inquéritos instaurados (três) contra o mesmo DPF Fanton, que permaneceu em Curitiba poucos meses, e que só foram abertos depois dele sair de lá, aparentemente como retaliação; o inquérito arquivado contra o presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Fernando Augusto Vicentine, que foi à carceragem buscar informações para a revista Veja; as ameaças para que os presos fizessem delações premiadas; sem falar nos vazamentos seletivos que ocorreram, alguns deles praticados pela delegada Érika Mialik Marena, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros, que recebia a reportagem da Folha em sua sala, como chegaram a filmar.

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