Marina diz que Lula e Bolsonaro 'viraram cabos eleitorais um do outro'
Ex-senadora Marina Silva (Rede) potencial pré-candidata à Presidência da República em 2018, disse que o Brasil foi do "fundo do poço para o poço sem fundo" que a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, faz com eles se tornem "cabos eleitorais um do outro"; em entrevista ao blog do jornalista Josias de Souza, ela afirmou lamentar que os "projetos de poder" prevaleçam sobre um "projeto de país"
247 - A ex-senadora Marina Silva (Rede) potencial pré-candidata à Presidência da República em 2018, disse que o Brasil foi do "fundo do poço para o poço sem fundo" que a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, faz com eles se tornem "cabos eleitorais um do outro".
Em entrevista ao blog do jornalista Josias de Souza, ela afirmou lamentar que os "projetos de poder" prevaleçam sobre um "projeto de país". "Tem gente que diz rouba, mas é amigo. Rouba, mas é de esquerda. Rouba, mas é de direita. Rouba, mas está fazendo as reformas. Isso não pode acontecer", destacou.
Para Marina, as últimas eleições foram marcadas pela atuação de "organizações criminosas". "As organizações criminosas estavam presentes, porque a Lava Jato está mostrando isso. Dinheiro do caixa dois, da Petrobras, dos fundos de pensão, do Banco do Brasil, de Belo Monte, da venda de medidas provisórias. O que apareceu nas investigações mostra que houve dinheiro da corrupção envolvendo as duas campanhas, tanto de quem ganhou como de quem foi para o segundo turno [senador Aécio Neves (PSDB-MG)]". No segundo turno da campanha presidencial de 2014, contudo, a ex-senadora Marina apoiou a candidatura encabeçada pelo tucano.
"Quando eu vi a conversa do Aécio, tive a mesma sensação da conversa em que a Mônica [Moura, mulher do marqueteiro João Santana] relatava em relação à presidente Dilma, passando dicas para que os marqueteiros não fossem pegos pela Justiça. Não há diferença nenhuma. Quando as pessoas que têm a mais alta responsabilidade de representar a República resolvem sabotar a República, a gente tem que parar para pensar e começar a dizer: nós precisamos refundar a República", disse.
Veja a íntegra da entrevista.
