Marina fecha operação na Amazônia com Leonardo DiCaprio e bilionário Jeff Bezos

Entidades fecharam acordo com Brasil para implementar operação emergencial a fim de recuperar áreas degradadas pelo garimpo ilegal na Amazônia e descontaminar as regiões

Marina Silva e Leonardo DiCaprio
Marina Silva e Leonardo DiCaprio (Foto: World Economic Forum/Boris Baldinger | Reuters/Eric Gaillard)


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Sputnik Brasil - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acompanhou o presidente, Luiz Inácio da Silva, na viagem a Washington ontem (10) e levou as urgências do meio ambiente ao governo e a entidades filantrópicas norte-americanas.

As entidades fecharam um acordo com Brasil para implementar uma operação emergencial para recuperar áreas degradadas pelo garimpo ilegal na Amazônia e descontaminar as regiões, segundo o colunista Jamil Chade no UOL.

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Quem liderará o processo será os institutos de filantropia do bilionário Jeff Bezos e do ator Leonardo DiCaprio. Juntos, eles mobilizarão 11 entidades de filantropia para captar os recursos. Entretanto, por enquanto, os valores dessa operação não foram divulgados, relata a mídia.

>>> Marina Silva diz que fundação de DiCaprio busca arrecadar US$100 mi para Fundo Amazônia

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O esforço agora será captar os recursos para que, em apenas 40 dias, a ação de emergência seja implementada.

Nos encontros, a ministra insistiu que não basta apenas expulsar garimpeiros e impedir que eles retornem para a região. Segundo ela, será necessário recuperar as áreas, descontaminar rios e mesmo pessoas: "Em algumas áreas, quatro de cada dez crianças estão contaminadas pelo mercúrio", lamentou Marina.

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Brasil considera verba americana para fundo constrangedora

A ministra comemorou a adesão dos Estados Unidos ao Fundo da Amazônia e disse que a decisão foi de "grande importância", no entanto, o Palácio do Planalto achou a verba de US$ 50 milhões (R$ 260 milhões) modesta.

De acordo com o jornalista, o governo americano chegou a sugerir que o montante fosse citado na declaração final do encontro entre Lula e Biden. Mas o Brasil sugeriu que a referência fosse retirada, já que seria constrangedor um volume pequeno ser colocado como algo a ser comemorado.

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Ainda assim Marina celebrou a adesão porque acredita que a ação vai incentivar outros países a colaborarem.

"A decisão de [Joe] Biden vai servir como chancela para os doadores. Haverá um efeito catalisador, uma espécie de força gravitacional que irá atrair outros doadores", afirmou.

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Marina lembrou ainda a primeira visita de Lula à Casa Branca, em 2003, como presidente, e na época, os temas ambientais eram verdadeiros "tabus": "Hoje, eles estão no centro do debate", complementou.

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