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Marinha teria colocado tropas à disposição de Bolsonaro, segundo Mauro Cid

Em evento no dia 13 de dezembro de 2022, o comandante Almir Garnier Santos disse que Bolsonaro poderia contar “com a minha, com a sua, com a nossa Marinha”

Jair Bolsonaro e Almir Garnier Santos (Foto: Clauber Cleber Caetano/PR)

247 - O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), afirmou em sua delação premiada à Polícia Federal que o ex-mandatário procurou a cúpula das Forças Armadas para buscar o respaldo dos militares visando um golpe de Estado para se manter no poder após ser derrotado no pleito presidencial do ano passado. Segundo Cid, o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, teria demonstrado apoio à ideia e colocado suas tropas à disposição - Garnier é o mesmo que já no governo Lula (PT) se recusou a comparecer à cerimônia de entrega do cargo ao comandante Marcos Sampaio Olsen. Por outro lado, o Comando do Exército teria se posicionado de forma contrária ao golpe, destaca o Metrópoles. >>> Ex-comandante da Marinha apoiou plano golpista de Filipe Martins e Bolsonaro, conta Cid

Cid ressaltou que participou dessa reunião ao lado do então assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins, que teria lhe entregue uma suposta minuta de um plano de golpe, que incluía a convocação de novas eleições e a prisão de adversários políticos. >>> Após Cid delatar reunião golpista de Bolsonaro e militares, Múcio convoca comandantes das Forças Armadas

Em 13 de dezembro de 2022, um dia após uma tentativa de invasão à sede da PF em Brasília por apoiadores de Bolsonaro, ocorreram as comemorações do Dia do Marinheiro. Na ocasião, o então mandatário enviou uma mensagem à tropa: “os fuzileiros navais, com sacrifício da própria vida, lutaram e sempre lutarão para impedir qualquer iniciativa arbitrária que possam vir a solapar o interesse do nosso país”. Almir Garnier, no mesmo evento, disse que Bolsonaro contava “com a minha, com a sua, com a nossa Marinha”.