MBL admite: "transformamos política em espetáculo"

No 5º Congresso Nacional do MBL, em São Paulo, líderes do movimento adotaram um tom mais pacificador, em contraste com o discurso radicalizador e sensacionalista de anos atrás

Renan Santos (centro), com Kim Kataguiri e Fernando Holiday, do MBL
Renan Santos (centro), com Kim Kataguiri e Fernando Holiday, do MBL (Foto: MBL)
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247 - O Movimento Brasil Livre (MBL), um dos responsáveis pela grande polarização política que vive o Brasil, fez mea-culpa durante seu 5º Congresso Nacional em São Paulo. O coordenador-geral Renan Santos do movimento admitiu que o MBL tem "culpa no cartório".

"Ajudamos a criar essa espetacularização que incentiva gente como Daniel Silveira (PSL-RJ) a quebrar a placa de Marielle (Franco, vereadora do Rio pelo Psol, assassinada em 2018) e ser eleito deputado federal baseado nisso. Nós temos culpa no cartório", disse Renan Santos.

"Transformamos política em espetáculo e um monte de vagabundo veio à reboque fazer a mesma coisa sem responsabilidade", completou.

Siqueira Costa Júnior, coordenador do MBL na Bahia, também endossou o discurso de "pacificação". "A gente já passou por esse momento de rage (raiva), de não querer conversar. Mas a gente entende que existe a possibilidade do diálogo para acabar com isso".

"Os coordenadores estão em bastante sintonia. A maior dificuldade é transmitir para a base. O desafio é como aprofundar o debate com interesse sem se deixar levar por um ambiente de polarização superficial", dizze Kim Kataguiri (DEM-SP), também presente no evento

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