MBL não revela quem bancou viagem de Kataguiri a NY

O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) Rubens Nunes disse que o movimento não divulga o nome dos doadores sem a permissão deles; o argumento foi utilizado como justificativa para não informar quem teria supostamente financiado a viagem de Renan Santos e Kim Kataguiri até Nova York, na semana passada, para protestarem contra Dilma, que falou em uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU)

O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) Rubens Nunes disse que o movimento não divulga o nome dos doadores sem a permissão deles; o argumento foi utilizado como justificativa para não informar quem teria supostamente financiado a viagem de Renan Santos e Kim Kataguiri até Nova York, na semana passada, para protestarem contra Dilma, que falou em uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU)
O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) Rubens Nunes disse que o movimento não divulga o nome dos doadores sem a permissão deles; o argumento foi utilizado como justificativa para não informar quem teria supostamente financiado a viagem de Renan Santos e Kim Kataguiri até Nova York, na semana passada, para protestarem contra Dilma, que falou em uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) (Foto: Valter Lima)
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Mayara Yamaguti, do Pé de Figo - O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) e morador de Vinhedo (SP) Rubens Nunes disse que o movimento não divulga o nome dos doadores sem a permissão deles. O argumento foi utilizado como justificativa para não informar o nome de um comerciante da cidade que teria supostamente financiado a viagem de lideranças do grupo até Nova York, na semana passada. “Nós só divulgamos nome de doadores se eles permitirem”, afirmou na segunda-feira (25). Depois disso, ele não atendeu mais às ligações feitas pela reportagem.

Renan Santos e Kim Kataguiri, líderes nacionais do MBL, foram até Nova York na sexta-feira passada (22) para participar de um protesto contra a presidenta Dilma Rousseff, que falou em uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU). Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Santos disse que a viagem foi feita “com dinheiro de doadores”, e citou o nome do suposto financiador de Vinhedo. “Que doadores? ‘Um monte. Sei lá. O Mário’ Que Mário? ‘Um comerciante de Vinhedo’”. A matéria “Rivalidade ‘coxinhas vs. mortadelas’ chega à conferência na ONU, em NY” foi publicada no mesmo dia no site do jornal.

A reportagem entrou em contato com Rubens Nunes na segunda, e ele havia dito que precisaria conversar com Santos, que voltava da viagem, para saber de quem se tratava. Na ocasião, ele disse não saber “só pelo nome Mário” quem poderia ser o suposto comerciante. Nunes é advogado e filho do vereador de Vinhedo Rubens Nunes (PMDB).

O advogado não atendeu mais às ligações feitas pela reportagem, que também enviou e-mail para dois endereços eletrônicos, sem respostas. Além do contato do doador, outros questionamentos foram feitos, como número de associados do MBL na região de Campinas, o volume de doações, o financiamento do movimento e se a quantia doada pelo morador de Vinhedo teria bancado a viagem completa das lideranças.Sem essas informações não é possível saber se as doações são feitas por interesses partidários ou se o grupo recebe dinheiro público.

MBL e financiamento

Em outras publicações, o MBL informou que se financia com doações feitas pela internet e que os nomes desses doadores não são divulgados por causa de possíveis retaliações. “Nosso financiamento é de pessoas comuns, de pessoas do dia a dia, de pessoas que frequentam as manifestações, de pessoas que apoiam o movimento e evidentemente a gente não pode revelar o nome de cada uma dessas pessoas porque a gente sabe que o governo petista tem a tradição de retaliar quem lhe vence”, disse Kim Kataguiri, em entrevista à TV Folha no dia 11 de abril.

Segundo o site do MBL as contribuições podem ser feitas em cartão de crédito ou por meio de boleto bancário de valores entre R$ 30 e R$ 5 mil. Há, ainda, a opção “caso queira doar um valor maior”, em que o internauta é direcionado para um e-mail de contato. O movimento apresenta ainda planos para os associados, que variam entre R$ 30 e R$ 250. Na plataforma virtual, entretanto, não foi encontrada nenhuma opção que indique a receita ou o controle financeiro do movimento.

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