Médico preso por matar colegas em Alphaville era CAC e polícia apura disputa por contratos
O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho teve a prisão convertida em preventiva após matar a tiros dois colegas
247 - O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho teve a prisão convertida em preventiva após matar a tiros dois colegas de profissão em frente a um restaurante em Alphaville, bairro nobre de Barueri, na Grande São Paulo. O crime ocorreu na noite da última sexta-feira (17) e foi flagrado por câmeras de segurança instaladas na região. As informações são da Agência Brasil.
Segundo a apuração, a principal linha de investigação da polícia é de que o duplo homicídio tenha sido motivado por disputas relacionadas a contratos na área da saúde.De acordo com o boletim de ocorrência, a confusão começou dentro do restaurante, onde Carlos Alberto e as vítimas — Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 — discutiram. Funcionários do local intervieram e orientaram os envolvidos a deixarem o estabelecimento para evitar um agravamento da situação.
Já do lado de fora, o médico sacou uma arma que estava guardada em uma bolsa e efetuou os disparos. Os dois colegas foram atingidos, chegaram a ser socorridos e encaminhados a unidades de saúde da região, mas não resistiram aos ferimentos e morreram pouco tempo depois.
O atirador foi preso em flagrante ainda no local. Após audiência de custódia, a Justiça decidiu converter a prisão em preventiva, mantendo o suspeito detido enquanto as investigações avançam.
A polícia informou que Carlos Alberto possuía registro como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), o que autoriza a posse de arma de fogo em condições específicas. No entanto, ele não tinha autorização para o porte, ou seja, não poderia circular armado fora dos locais permitidos pela legislação.
As autoridades agora trabalham para esclarecer as circunstâncias exatas do crime, incluindo a dinâmica da discussão e os vínculos profissionais entre os médicos. A hipótese de conflito por contratos e interesses econômicos na área da saúde é tratada como prioritária, mas outras possibilidades não foram descartadas.O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda a conclusão de laudos periciais, a análise das imagens de segurança e a oitiva de testemunhas para definir com precisão a motivação e eventuais agravantes do crime.