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Mello diz que Barbosa afeta imagem do STF

Ministro Marco Aurélio Mello condena publicamente atitudes de Joaquim Barbosa e afirma que sua intransigência já compromete a credibilidade da corte; relator do processo pretende apresentar seu voto de maneira fatiada, enquanto demais ministros defendem que ele seja colocado na íntegra

Mello diz que Barbosa afeta imagem do STF (Foto: STF/Divulgação_Folhapress)
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Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro Marco Aurélio Mello criticou ontem (16), no final da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), a conduta do relator Joaquim Barbosa na condução do julgamento do mensalão. Para Marco Aurélio, há “falta de compreensão” de Barbosa sobre o impasse envolvendo a metodologia de voto, o que está comprometendo a própria imagem da Corte.

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“O que esta em jogo é a instituição. Será que não seremos capazes de chegar a esse consenso?”, disse o ministro. Marco Aurélio defende que o relator leia seu voto por inteiro, seguido pelo revisor, e, não, de maneira fatiada, por capítulos, conforme propôs Barbosa. “Não cabe apreciação em doses homeopáticas, cada qual escolhendo o seu remédio”, resumiu Marco Aurélio.

Perguntado se sabia o motivo de Barbosa ter começado seu voto com as acusações contra o deputado federal João Paulo Cunha, o ministro disse que o relator poderia ter começado a partir de onde quisesse, desde que tivesse continuado seu voto até o final. “Agora, a partir do momento que ele não esgota, que ele aborda certas imputações consideradas a esses ou aqueles acusados, fica no ar qual foi o critério estabelecido”.

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Marco Aurélio também disse que não considerou uma ameaça a declaração de Barbosa aventando a hipótese de não conseguir acompanhar o julgamento até o fim caso os ministros apresentassem o voto por inteiro, incluindo todos os réus de uma vez só. “Seria algo superextravagante, e eu raciocínio com o ordinário. Espero de todos a postura que eu teria integrando o colegiado e atuando como relator”. Mais cedo, Barbosa advertiu que se a metodologia dele não fosse seguida, o Tribunal corria “o risco de não ter o relator ao final”.

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