Mello Franco: ao contestar urnas, Bolsonaro questiona sistema que o elegeu

O jornalista Bernardo Mello Franco ressalta que Jair Bolsonaro (PSL) "voltou a fazer campanha do leito do hospital" ao lançar suspeitas sobre a lisura da urna eletrônica; Franco ressalta, porém, que "o Brasil adotou o voto eletrônico há 22 anos. Desde então, o deputado conquistou cinco mandatos consecutivos"; "Ao questionar a lisura da urna, ele põe em dúvida o sistema que sempre o elegeu". Ao questionar o sistema, o capitão volta a se comportar como o dono da bola. O jogo só vale quando ele ganha", avalia

Mello Franco: ao contestar urnas, Bolsonaro questiona sistema que o elegeu
Mello Franco: ao contestar urnas, Bolsonaro questiona sistema que o elegeu

247 - O jornalista Bernardo Mello Franco ressalta que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) "voltou a fazer campanha do leito do hospital" ao lançar suspeitas sobre a lisura da urna eletrônica. "Em tom conspiratório, alegou que haveria um complô em curso para evitar sua eleição", diz. Franco ressalta, porém, que "o Brasil adotou o voto eletrônico há 22 anos. Desde então, o deputado conquistou cinco mandatos consecutivos. Ao questionar a lisura da urna, ele põe em dúvida o sistema que sempre o elegeu".

Em seu blog, no O Globo, Franco também derruba a tese levantada por Bolsonaro de que haveria uma "conspiração entre o PT e o Tribunal Superior Eleitoral" para evitar que ele fosse eleito. "Outra tese sem pé nem cabeça. A Corte acaba de frustrar o partido ao sepultar a candidatura do ex-presidente Lula. A decisão obrigou o petismo a substituir o líder das pesquisas por um aliado que aparecia em quinto lugar", destaca o jornalista.

Ele observa que em 2014, o PSDB, que havia perdido a eleição com Aécio Neves para Dilma Rousseff, questionou as urnas eletrônicas e pediu uma auditoria no sistema de votação eletrônica. "Um ano depois, o PSDB reconheceu que não havia indício de fraude. A ação do tucano era choro de perdedor".

O jornalista observa que, agora, "Bolsonaro inovou ao questionar a urna antes da votação". "É uma atitude irresponsável, porque estimula uma revolta dos eleitores vencidos contra os vencedores", afirma. Ao questionar o sistema, o capitão volta a se comportar como o dono da bola. O jogo só vale quando ele ganha", finaliza.

 

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