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Mello Franco: Cármen critica intervenção militar, mas ressuscita parlamentarismo

O jornalista Bernardo Mello Franco critica a decisão da ministra Carmen Lúcia, de ressuscitar o debate sobre o parlamentarismo; "Ao marcar o julgamento de uma ação que adormece na Corte desde 1997, a ministra abriu caminho a uma mudança de regime sem consulta popular. Isso não seria uma intervenção militar, mas também teria cheiro de golpe", diz ele

O jornalista Bernardo Mello Franco critica a decisão da ministra Carmen Lúcia, de ressuscitar o debate sobre o parlamentarismo; "Ao marcar o julgamento de uma ação que adormece na Corte desde 1997, a ministra abriu caminho a uma mudança de regime sem consulta popular. Isso não seria uma intervenção militar, mas também teria cheiro de golpe", diz ele (Foto: Aquiles Lins)

247 - O jornalista Bernardo Mello Franco comentou nesta quinta-feira, 31, as críticas da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia, aos pedidos por intervenção militar. 

"A chefe do Judiciário mandou um recado a quem aproveita o tumulto para pregar uma ruptura institucional. Sem mencionar as faixas que pedem 'intervenção militar', ela disse que não existe saída fora da Constituição. 'Não há escolha de caminho. A democracia é o único caminho legítimo', afirmou", avalia o colunista do jornal O Globo. 

Mello Franco, entanto, ponderou em relação a Cármen Lúcia: "Para evitar mais tumulto, a presidente do Supremo deveria desistir de uma má ideia que surgiu em seu gabinete: ressuscitar o debate sobre o parlamentarismo. Ao marcar o julgamento de uma ação que adormece na Corte desde 1997, a ministra abriu caminho a uma mudança de regime sem consulta popular. Isso não seria uma intervenção militar, mas também teria cheiro de golpe", diz ele. 

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