Membros do MBL, que se diz contra loteamento, ocupam cargos pelo Brasil

Embora o MBL (Movimento Brasil Livre) se diga contra o loteamento de cargos, líderes do grupo na mobilização pelo impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, vêm ganhando cargos comissionados em grandes cidades neste ano; o grupo, coordenado por Kim Kataguiri, foi um dos principais articuladores dos protestos contra o PT a partir de 2015 e tem milhões de seguidores nas redes sociais; no ano passado, o MBL lançou integrantes pelo país na eleição e, em alguns municípios, apoiou candidatos a prefeito

Kim Kataguiri, do MBL (Movimento Brasil Livre)
Kim Kataguiri, do MBL (Movimento Brasil Livre) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Líderes do Movimento Brasil Livre na mobilização pelo impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, vêm ganhando cargos comissionados em grandes cidades neste ano.

O grupo foi um dos principais articuladores dos protestos contra o PT a partir de 2015 e tem milhões de seguidores nas redes sociais. No ano passado, o MBL lançou integrantes pelo país na eleição e, em alguns municípios, apoiou candidatos a prefeito.

A reportagem identificou lideranças do movimento nos protestos nomeados para cargos também em Porto Alegre, Goiânia, Caxias do Sul (RS) e São José dos Campos (SP). Os indicados têm perfil jovem e de início na carreira pública.

Na capital gaúcha, Ramiro Rosário (PSDB), "candidato oficial" do movimento em 2016, se elegeu para a Câmara, mas hoje é secretário de Serviços Urbanos na administração do tucano Nelson Marchezan Jr. A porta-voz do MBL no Estado foi nomeada para a assessoria da secretaria.

Marchezan tem relação próxima com o movimento desde os protestos de 2015 e recebe apoio do grupo na internet.

Em Caxias do Sul, cidade governada pelo PRB, Rodrigo Ramos, ex-candidato do PR a vereador, assumiu cargo na Secretaria da Cultura.

O MBL diz que está presente em 170 cidades. O coordenador Kim Kataguiri afirma que as indicações foram "técnicas", não políticas, e que o movimento quer levar "pessoas com capacidade para a máquina pública".

As informações são de reportagem de Felipe Bachtold na Folha de S.Paulo

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