Menicucci: falar das torturas do Ustra é obrigação moral e ética de uma mulher cidadã
Ex-ministra Eleonora Menicucci, que foi presa e torturada pelo Coronel Brilhante Ustra, ídolo de Bolsonaro, relata como foi importante ter sobrevivido para contar a história, e que hoje o faz sem dor. Ela participou do 7º Encontro de Assinantes do 247, em Niterói. Assista
247 - Ministra da Secretaria de Política para as Mulheres do governo Dilma Rousseff, Eleonora Menicucci disse durante o 7º Encontro de Assinantes do 247, em Niterói, em 26 de outubro, que tem a obrigação moral de falar sobre a ditadura militar e as torturas que sofreu a mando do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, idolatrado por Jair Bolsonaro e sua família.
“Para mim é muito fácil falar do Ustra, não é doloroso, é uma obrigação moral e ética de uma mulher cidadã. Muitas vezes depois eu queria ter morrido, eu dizia: ‘por que eu também não morri?’, e depois eu descobri. Saí da cadeia em 1974 e tive outro filho. Essa maternidade me deu a dimensão da importância de ter sobrevivido para poder contar. É muito bom”.
Ela complementou dizendo que conta da ditadura para que o regime não volte a acontecer. “Eu não vivo desse passado. Sou muito como o Walter Benjamin, insisto em contar o passado para que ele não se repita. A luta me torna jovem, me torna cada vez mais bonita e cada vez mais cheia de energia. A luta é todos os dias, não pode nos dar trégua”.
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