Meninas de 10 a 15 anos eram estupradas: o relato de uma sobrevivente de Stroessner

Julia Ozorio relata os abusos que sofreu do ex-ditador do Paraguai, Alfredo Stroessner, elogiado nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro; segunda ela afirma, o coronel Miers, então comandante da escolta especial presidencial, mantinha um harém com várias meninas com idades entre 10 a 15 anos e “as mais graciosas eram levadas a Stroessner para serem estupradas”

Meninas de 10 a 15 anos eram estupradas: o relato de uma sobrevivente de Stroessner
Meninas de 10 a 15 anos eram estupradas: o relato de uma sobrevivente de Stroessner

247 - O presidente Jair Bolsonaro viajou nesta terça-feira para a fronteira com o Paraguai para anunciar a nomeação das novas autoridades de Itaipu. Em seu discurso, quando ninguém esperava, se desfez em elogios ao ditador Alfredo Stroessner, o homem que com mão de ferro controlou o Paraguai entre 1954 e 1989, responsável por milhares de prisões arbitrárias, torturas e desaparecimentos.

O jornal Última Hora publicou um relato de Julia Ozorio, raptada quando ainda criança de sua casa e transformada em escrava sexual durante dois anos pelo coronel Peter Julian Miers. 

Julia Ozorio, que aos 12 anos foi raptado de sua casa em fevereiro de 1968 pelo coronel Peter Julian Miers e levada para um sítio em Laurelty [cidade vizinha a Assunção], onde foi mantida como escrava sexual por dois anos, é uma das poucas que se atreveram a depor perante a Comissão da Verdade e da Justiça sobre o horror que sofreu. Julia diz que o coronel Miers, então comandante da escolta especial presidencial, mantinha um harém com várias meninas com idades entre 10 a 15 anos e “as mais graciosas eram levadas a Stroessner para serem estupradas”.

Veja a íntegra do depoimento no site Diário do Centro do Mundo 

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