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Mercadante: Lula livre exigirá esquerda unida nas urnas e nas ruas

"Devemos manter a esquerda unida no mesmo palanque, nas urnas e fazer a resistência nas ruas, pois tudo o que a elite quer são duas candidaturas de direita no segundo turno para dar sequência ao golpe e o fim do Estado de Bem estar Social", afirma o ex-ministro, que esteve ao lado de Lula nos últimos dias de liberdade do ex-presidente; em entrevista à TV 247, ele declarou ainda que a "decisão do STF acabou com a presunção de inocência e hoje vigora [no País] a presunção da culpa"; assista

"Devemos manter a esquerda unida no mesmo palanque, nas urnas e fazer a resistência nas ruas, pois tudo o que a elite quer são duas candidaturas de direita no segundo turno para dar sequência ao golpe e o fim do Estado de Bem estar Social", afirma o ex-ministro, que esteve ao lado de Lula nos últimos dias de liberdade do ex-presidente; em entrevista à TV 247, ele declarou ainda que a "decisão do STF acabou com a presunção de inocência e hoje vigora [no País] a presunção da culpa"; assista (Foto: Lais Gouveia)

247 - O ex-ministro Aloizio Mercadante concedeu entrevista à TV 247 na última segunda-feira (9), dois dias após a prisão do ex-presidente Lula, e destacou a importância da unidade da esquerda nas urnas e nas ruas para vencer o golpe de Estado e libertar o ex-presidente, com quem esteve em seus últimos momentos de liberdade, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. 

Mercadante classifica a prisão de Lula como arbitrária. “A detenção atropelou prazos regimentais, no caso do triplex do Guarujá. É evidente que o imóvel nunca foi dele, é um absurdo Lula ser condenado por 12 anos com tais critérios jurídicos. Um grande erro do julgamento foi o Supremo Tribunal Federal pautar o caso de Lula especificamente e não a jurisprudência como um todo”, elucida.

E dispara: “Essa decisão do STF acabou com a presunção de inocência e hoje vigora a presunção da culpa. O Estado de exceção seletivo é mais sofisticado, mas igualmente injusto, assim como foi em tempos de ditadura. Lula tem o direito de aguardar seu julgamento em liberdade até a última instância, foi uma sentença ilegal e arbitrária, estamos perdendo valores civilizatórios”.

Sobre a segurança de Lula na prisão, Mercadante chama atenção para alguns riscos. "Dentro ou fora da prisão, as chances de ameaça ao Lula são reais, espero que os valores constitucionais prevaleçam, mas precisamos tirar Lula do cárcere urgentemente, isso é fundamental", alerta. 

Luta social e institucional: esperança 

Ele recorda que o Estado Democrático de Direito Brasileiro é frágil e que a justiça terá vergonha no futuro das suas ações no presente. “A democracia interessa aos povos excluídos e injustiçados. Se analisarmos a história do Brasil, foram apenas cinco presidentes que conseguiram terminar o mandato. Lula sabe que sem democracia não há chances, e por isso devemos ampliar nossas alianças em defesa da liberdade dele e fazermos o enfrentamento através da luta social e institucional”, explica Mercadante. 

O ex-ministro considera que a prisão de Lula é o segundo momento do golpe. “Eles sabem que o ex-presidente solto é uma 'tsunami' de votos. A direita perdeu quatro eleições seguidas e não chega à presidência de forma legítima. Antigamente a repressão se dava através da farda, hoje é pela toga. É medíocre o que a direita está fazendo com Lula, ele é nosso patrimônio”, denuncia.

Mercadante conclui dizendo que o momento político é grave e requer a união dos setores progressistas e muita mobilização social. "Devemos manter a esquerda unida no mesmo palanque, nas urnas e fazer a resistência nas ruas, pois tudo o que a elite quer são duas candidaturas de direita no segundo turno para dar sequência ao golpe e o fim do Estado de Bem estar Social. Precisamos resgatar a soberania do voto popular", conclui

Inscreva-se na TV 247 e confira a entrevista com Aloizio Mercadante: