Michel Temer, golpista contra Dilma, discorda do impeachment de Bolsonaro e trama novo golpe: o semipresidencialismo

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Michel Temer diz que a luta pelo impeachment provoca distúrbio e se mostra empenhado no golpe do semipresidencialismo como saída política para os atuais impasses nacionais

Michel Temer
Michel Temer (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)
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247 - Michel Temer, que traiu o governo a que pertencia e tramou o golpe contra a presidente Dilma Rousseff, acha que a luta pelo impeachment de Jair Bolsonaro pode provocar "distúrbio" e é "inútil".

"No presente momento,  [a luta pelo impeachment] é mais um esquema eleitoral, não uma consciência coletiva como em 2016, que havia começado em 2013. Eu vi pesquisas mostrando uma divisão da população sobre impeachment. Mas enfim, levar adiante um impeachment pode causar distúrbio", declarou Temer em entrevista à Folha de S.Paulo... "por mais que as provas sejam robustas, talvez o melhor seja esperar as eleições".

Questionado se apoia a ideia do impeachment, foi taxativo: "não acho útil, com toda a franqueza". E infla a base de apoio do atual ocupante do Palácio do Planalto: "Convenhamos, o pessoal que apoia o presidente é tão ou mais ativo do que do PT".

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Temer revelou que está ativo na maquinação de um novo golpe: a mudança do sistema de governo, defendendo o chamado "semipresidencialismo". "Você dá atribuições ao presidente, mas só tem governo, com primeiro-ministro indicado por ele, se tiver maioria parlamentar. Mas tem de ser semi, não parlamentarismo puro, porque o brasileiro quer eleger o presidente, quer o ver com poder".

Temer diz que as discussões sobre a adoção do semipresidencialismo começaram durante seu governo: "Isso começou no meu governo, conversando com o ministro Gilmar Mendes, que era presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Discutimos sobre a ideia de mudar o sistema de governo, em face da experiência que eu tive, inclusive, por ter trazido o Congresso para governar comigo".

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