Miguel Torres, da Força Sindical: trabalhamos rumo a uma greve geral

O presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos, Miguel Torres, afirmou que o ato contra a reforma da previdência do dia 22 de março é um "esquenta" para uma greve geral; Ele ainda comentou que o movimento sindical tem maturidade para reconhecer a importância da união em defesa dos direitos dos trabalhadores; assista

Miguel Torres, da Força Sindical: trabalhamos rumo a uma greve geral
Miguel Torres, da Força Sindical: trabalhamos rumo a uma greve geral

247 - Miguel Torres, presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, afirmou que uma greve geral no país depende do andamento da proposta de reforma da Previdência.

"Ainda não é a nossa greve geral, estamos trabalhando rumo a uma greve geral que, pelo caminhar das coisas, provavelmente aconteça, de acordo com o andamento da reforma da Previdência", diz o presidente.

Ele ainda explica que os trabalhadores não são contra uma reforma e que a classe é a maior interessada pela saúde do sistema previdenciário. "Temos defendido que nós, trabalhadores, não somos contra uma reforma da Previdência, porque os maiores interessados que a Previdência tenha saúde financeira são os trabalhadores, quem precisa dela são os trabalhadores. Agora não uma reforma que não abre para os trabalhadores a caixa preta da Previdência Social".

Torres também comentou sobre as diferentes posições políticas dos integrantes do movimento sindical. Segundo ele, o movimento tem maturidade para se unir em nome da defesa dos direitos dos trabalhadores. "Dentro da direção da força temos dirigentes filiados a diversos partidos, PT, PCdoB, Solidariedade, tem diversos. Nós vemos que essa maturidade faz a gente caminhar dentro mais hoje dos nossos objetivos, da unidade e da classe trabalhadora do que o objetivo político partidário. Com certeza essa proposta da Previdência é unânime, é rejeição".

O presidente criticou o presidente Jair Bolsonaro pela proposta de reforma que prejudica as famílias brasileiras, núcleo que o presidente tanto defendeu em sua campanha política. "Um dos pilares da campanha do atual presidente foi a defesa da família, ele defendeu, e muito bem. Só que quando ele apresenta uma reforma da Previdência ele acaba com a família, ele acaba com o aposentado que sustenta seu neto, seu filho ou sua nora. Atinge e divide a família. Atinge a família no seu coração, na unidade e na solidariedade que existe".

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