Mineração vai dizimar população indígena, denuncia a índia Elza Nâmnandi Xerente

A representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Elza Nâmnandi Xerente, fez um apelo dramáico no plenário da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Ela disse: "vocês têm que respeitar nossa cultura. Não pode aprovar a lei que pode acabar com a nossa vida."

Foto: Cleia Viana - Agência Câmara
Foto: Cleia Viana - Agência Câmara
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 -  A representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Elza Nâmnandi Xerente, fez um apelo dramáico no plenário da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Ela disse: "vocês têm que respeitar nossa cultura. Não pode aprovar a lei que pode acabar com a nossa vida."

Segundo Xerente, a população indígena será dizimada, caso o Congresso Nacional acate a proposta do governo Bolsonaro de abrir as terras indígenas à exploração mineral.

A reportagem do site PT Na Câmara destaca mais trechos da fala de Xerente: "quem foi que disse que vamos aceitar mineração nas terras indígenas? Isso acaba com a nossa vida. Se entrar muitos garimpeiros vão estuprar nossas meninas, trazer drogas e bebidas alcoólicas. A gente não vai mais viver sossegados em nosso território. A nossa terra é para manter nossas famílias, para criar nossos filhos. Não é para negociar e nem para explorar. Cadê o presidente para proteger os povos indígenas do Brasil?”

A matéria ainda sublinha que "o deputado Nilto Tatto (PT-SP), autor do requerimento que propôs o debate, juntamente com os deputados Patrus Ananias (PT-MG) e João Daniel (PT-SE), disse que a intenção de trazer esse debate para o Parlamento brasileiro foi com o objetivo de dar voz aos povos indígenas. O parlamentar lembrou que o pedido de socorro da população indígena se dá pela explosão da mineração na terra indígena Yanomami."

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247