Ministro citado em escândalo voltará ao cargo

Deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) afirmou que a exoneração do cargo de ministro do Turismo é temporária e que nesta quinta-feira (7) retorna à pasta; segundo ele, a medida é para que assuma como parlamentar no Congresso; até membros do seu partido entenderam a exoneração como demissão; a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) disse que "[A exoneração] é a atitude correta, inclusive para que o ex-ministro cuide de sua defesa sem que os trabalhos no ministério fiquem prejudicados"

Ministro citado em escândalo voltará ao cargo
Ministro citado em escândalo voltará ao cargo (Foto: Valter Campanato - ABR)

247 - O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) afirmou nesta quarta-feira (6) que a exoneração do cargo de ministro do Turismo é temporária e que nesta quinta-feira (7) retorna à pasta. Segundo ele, a medida é para que assuma como parlamentar no Congresso. Até membros do seu partido entenderam a exoneração como demissão. A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) deu parabéns a Bolsonaro pela exoneração do ministro, em sua rede social. "[A exoneração] é a atitude correta, inclusive para que o ex-ministro cuide de sua defesa sem que os trabalhos no ministério fiquem prejudicados. Parabéns, Presidente!".

De acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o ministro patrocinou um esquema de candidaturas laranjas no estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara - ele foi o deputado federal mais votado em Minas na eleição de outubro. 

"Em tempos de fake news, importante avisar: Hoje tomo posse na Câmara dos Deputados e amanhã retorno às atividades frente ao Ministério do Turismo", disse o parlamentar no Twitter.

O decreto de exoneração, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, está publicado na edição desta quarta do Diário Oficial da União. Álvaro toma posse como deputado federal na Câmara (ainda não havia feito isso).

A matéria do jornal paulista também destacou: "Após indicação do PSL de Minas, presidido à época pelo próprio Álvaro Antônio, o comando nacional do partido do presidente Jair Bolsonarorepassou R$ 279 mil a quatro candidatas. O valor representa o percentual mínimo exigido pela Justiça Eleitoral (30%) para destinação do fundo eleitoral a mulheres candidatas".

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