Ministro da Educação ignora tendência de alta da Covid-19 e quer retorno de aulas presenciais

Enquanto alguns estados brasileiros apresentam tendência de alta de casos da Covid-19 e o País ainda está sem vacina, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou durante live com Jair Bolsonaro que o governo quer o retorno das aulas presenciais no Brasil

Milton Ribeiro, sala de aula e pessoa internada por COVID-19
Milton Ribeiro, sala de aula e pessoa internada por COVID-19 (Foto: Isac Nóbrega/PR | Secom | Reuters)
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247 - O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou durante live com Jair Bolsonaro, nessa quinta-feira (26), que o governo quer o retorno das aulas presenciais no Brasil. "Mandamos o dinheiro para o retorno das aulas, nós queremos o retorno das aulas", disse o titular da pasta. 

Sobre a volta de aulas presenciais, o ministro disse que, "conforme o STF decidiu, isso está na mão de prefeitos e governadores". "Vamos tomar todos os cuidados…", complementou. 

Enquanto o ministro pede o retorno das aulas presenciais, o número de estados com pelo menos uma região com tendência de alta nos casos de coronavírus passou de 15 para 21 em apenas uma semana, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de casos da Covid-19 (6,2 milhões), atrás da Índia (9,3 milhões) e dos Estados Unidos (13,2 milhões). Em quantidade de mortes, o governo brasileiro registrou 171 mil, atrás dos EUA (269 mil).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nessa quinta-feira (26), que o Instituto Butantan não entregou o resultado de alguma fase de pesquisa clínica da CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Butantan, em São Paulo.

Em nota à imprensa, a agência afirmou que uma "eventual aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China não implica aprovação automática para o Brasil".

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