Moro diz a Fux que não destruiria mensagens obtidas por hackers

O ministro Sérgio Moro (Justiça) afirmou em documento enviado ao ministro do STF Luiz Fux que não orientou ou determinou a destruição do material obtido pela operação da PF que apura invasões a celulares de autoridades. O ministro do STJ João Otávio de Noronha disse que Moro lhe telefonou com o objetivo de afirmar que as mensagens seriam descartadas

(Foto: Senado | STF)

247 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou em documento enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux que não orientou ou determinou a destruição do material obtido pela Operação Spoofing, que apura invasões a celulares de autoridades.

A Polícia Federal, subordinada ao ex-juiz, prendeu quatro pessoas no final de julho. Uma delas, Walter Delgatti Neto, admitiu ter hackeado os celulares de autoridades, entre elas o ministro Moro. Na ocasião, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha disse que Moro lhe telefonou com o objetivo de afirmar que as mensagens seriam descartadas "para não devassar a intimidade de ninguém".

Depois, em nota oficial, a PF assegurou que preservará o conteúdo de quaisquer mensagens obtidas nas investigações.

No documento enviado a Fux, Moro disse que ele próprio não "exarou qualquer determinação ou orientação à Polícia Federal para destruição do indicado material ou mesmo acerca de sua destinação, certo de que compete, em princípio, ao juiz do processo ou ao próprio poder Judiciário decidir sobre a questão, oportunamente".

De acordo com o ministro, "a própria Polícia Federal já havia emitido nota esclarecendo o assunto, em 25 de julho, bem como este subscritor, em 30 de julho, no sentido de que não haveria nenhuma determinação administrativa para destruição do material e que o destino dele seria oportunamente decidido pelo juiz da causa".

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