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Moro: não existe licença para matar

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, fez referência à sua proposta, de considerar como legítima defesa a ação policial de matar alguém para prevenir agressão contra si ou para evitar o risco de agressão a reféns; "Acho que o policial não precisa esperar levar um tiro para ele poder tomar alguma espécie de reação"

Moro: não existe licença para matar (Foto: Marcelo Camargo - ABR)

247 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta segunda-feira (4) que o seu projeto anticrime não traz "nenhuma licença para matar". De acordo com a proposta, promessa do campanha do presidente Jair Bolsonaro, será considerada como legítima defesa a ação policial de matar alguém para prevenir agressão contra si ou para evitar o risco de agressão a reféns. A proposta foi uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O titular da pasta também negou que a legislação proposta autorize o "abate de suspeito", pois, atualmente, a legislação determina que o policial deve esperar uma ameaça concreta ou o início de uma atividade criminosa para agir.

"Na verdade, estabelece uma situação de conflito armado ou um risco iminente. Então acho que o policial não precisa esperar levar um tiro para ele poder tomar alguma espécie de reação, o que não significa que se está autorizando que se cometa homicídios indiscriminadamente", disse Moro.