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Moro pode ser a Ilona amanhã, afirma Fernando Brito

O jornalista Fernando Brito avalia que o 'Partido da Justiça' não gostou da postura do ministro Sergio Moro no caso da pesquisadora Ilona Szabó, que foi desconvidada de participar de um conselho do Ministério da Justiça, após pressão de bolsonaristas. Para o grupo, Moro avidou que têm cartas nas mangas para colocar o Planalto contra a parede. "Moro pode ser a 'Ilona, amanhã'", disse Brito

Moro pode ser a Ilona amanhã, afirma Fernando Brito (Foto: Agência Brasil)
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Fernando Brito, no Tijolaço - Tales Faria, no UOL, conta que a turma do Partido da Justiça – a República de Curitiba expandiu-se – ficou irritada com o apequenamento de Sérgio Moro no episódio da "desnomeação" – este governo é criativo, de "casos" e de neologismos – de uma suplente de um conselho do Ministério da Justiça:

A confraria de promotores e policiais federais que gira em torno do ex-juiz e hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, ficou até mais indignada que o próprio com o fato de ele ter sido desautorizado publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro.

Moro, porém, teria tratado de acalmá-los com uma tática que, na gíria do carioca se expressaria com um "calma que a batata dele está assando".

Mas o ministro mandou um recado pedindo calma aos mais exaltados. Disse considerar o desgaste momentâneo. E, principalmente, que ele e seu grupo têm cartas nas mangas que, cedo ou tarde, colocarão o Planalto contra a parede: as investigações contra ministros e outros integrantes do governo.

O ex-juiz é um homem frio, que não se duvide disso.

Mas não está lidando com quem não percebe isso e, como adverte hoje na Folha o colunista Celso Rocha de Barros, nos seus planos de chegar ao poder, nas eleições de 22 ou sendo o "Rei do STF", Moro pode ser a "Ilona, amanhã",