Moro se irrita com jornalistas que o questionaram sobre a fala de Eduardo Bolsonaro de novo AI-5

“Isso foi ontem e o deputado já pediu desculpas, então assunto encerrado”, respondeu o ministro aos jornalistas em Curitiba durante a inauguração de uma delegacia da PF. “A próxima pergunta tem de ser da delegacia. Chega de dar esse tipo de permissão, está um pouquinho demais”, afirmou

O Judiciário no Fundo do Poço
O Judiciário no Fundo do Poço (Foto: Reuters)

247 - O ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro não gostou de ser questionado sobre a declaração do filho de Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), sobre o ‘novo AI-5’ (Ato Institucional nº 5).

“Vou pedir para você me explicar como isso se relaciona com a questão da delegacia. Mas, enfim, isso foi ontem e o deputado já pediu desculpas, então assunto encerrado”, respondeu rispidamente aos jornalistas em Curitiba, nesta sexta-feira (1º), onde esteve para a inauguração da primeira Delegacia Modelo de Investigação e Análise Financeira no Brasil.

Apesar da irritação de Moro, que tentou determinar o que os jornalistas deveriam perguntar, nenhum jornalista durante a entrevista coletiva abordou o projeto inaugurado na PF (Polícia Federal).

Segundo o site Paraná Portal, antes da questão sobre o filho de Bolsonaro, Moro já tinha expressado descontentamento com os temas abordados. “A próxima pergunta tem de ser da delegacia. Chega de dar esse tipo de permissão, está um pouquinho demais”, afirmou.

Moro também falou sobre a sua solicitação junto a Procuradoria-Geral da República (PGR) de inestigação contra o porteiro do condomínio onde mora Jair Bolsonaro e um dos suspeitos de assassinar a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, que citou Jair Bolsonaro.

“A expectativa é que essa nova investigação sirva tanto para aclarar esses fatos mais recentes, mas que, de alguma forma, contribua também com a investigação desses assassinatos”, disse.

A fala do porteiro foi base de uma reportagem da Rede Globo que mostra que Élcio Queiroz, apontado como o suspeito de dirigir o carro de onde saíram os disparos que mataram Marielle, solicitou entrada no condomínio por volta das 17h e comunicou que iria para a casa de Bolsonaro.

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