Moro: vazamentos tiveram efeito positivo para ganhar opinião pública

Sérgio Moro também defendeu que seja dada publicidade aos processos, mas disse ser contra vazamentos de informações sigilosas; ele disse que ocorreram vazamentos durante o andamento de processos da Operação Lava Jato, mas negou ter sido o responsável por informações sigilosas que chegaram à imprensa; "Vazamentos ocorreram, não sou o autor deles", afirmou Moro nesta terça-feira, 10, em painel no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre

O juiz federal Sergio Moro participa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado de audiência pública sobre projeto que altera o Código de Processo Penal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O juiz federal Sergio Moro participa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado de audiência pública sobre projeto que altera o Código de Processo Penal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - Sérgio Moro avaliou ainda os vazamentos de informação tiveram um "efeito colateral" positivo, porque colocaram a opinião pública a favor da Operação Lava Jato. Segundo ele, esse apoio da sociedade foi importante para barrar "tentativas de obstrução da Justiça". 

Moro defendeu que seja dada publicidade aos processos, mas disse ser contra vazamentos de informações sigilosas. Ele disse que ocorreram vazamentos durante o andamento de processos da Operação Lava Jato, mas negou ter sido o responsável por informações sigilosas que chegaram à imprensa. "Vazamentos ocorreram, não sou o autor deles", afirmou Moro nesta terça-feira, 10, em painel no Fórum da Liberdade realizado em Porto Alegre.

Segundo ele, "existe diferença entre vazamento e publicidade". "O que eu fiz em todos os casos foi deixar o sigilo legal levantado. Acredito que, abrindo os processos e as provas, as pessoas podem emitir seus próprios julgamentos".

Moro continuou seu raciocínio, dizendo que não se pode pensar que os cidadãos não têm condições de chegar a suas próprias conclusões. "Governados têm o direito de saber como se comportam seus governantes e também têm direito de saber como se comporta a Justiça. Ao Judiciário não cabe ser o guardião de segredos sombrios do governo", acrescentou. "A Constituição é mandatória de que processos devem ser públicos, segredo é excepcional".

 

 

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